Por Jornal de Barretos Regional
Um milagre atribuído a São Pedro pelo diretor geral do Hospital de Câncer de Barretos, Henrique Prata, teria evitado o fechamento das unidades sediadas em Fernandópolis e Jales, por problemas financeiros gerados pela falta de credenciamento ao SUS (Sistema Único de Saúde).
A afirmação foi feita por Prata durante coletiva de imprensa realizada na tarde desta quinta-feira, 30, quando ele anunciou que o encerramento das atividades da unidade de Fernandópolis, marcada para hoje, e a de Jales, para os próximos meses, não vai mais acontecer.
O milagre, segundo o diretor geral, ocorreu no dia consagrado ao santo, 29 de junho, da qual é devoto, data em que foi recebido em audiência pelo presidente em exercício Michel Temer, depois de segundo ele, ter perdido as esperanças de conseguir o credenciamento das unidades junto ao SUS, por ter sido “desenganado” pelo atual ministro da Saúde Ricardo José Magalhães Barros.
“Foi um milagre. O ministro da Saúde já tinha me dito que dificilmente o credenciamento seria concretizado. Perdi as esperanças, mas de uma hora para outra recebi um telefonema do deputado Baleia Rossi (PMDB/SP) informando que o presidente Temer só poderia me receber na quarta-feira (29), às 15h. Fui para a reunião desolado. Recebido por ele, relatei os problemas gerados pela falta de credenciamento, o fechamento das duas unidades, e prontamente ele ligou para o ministro Ricardo Barros determinando que o processo seja agilizado”, disse Prata.
Com a promessa do credenciamento, que poderá render R$ 2 milhões mensais, via SUS, Prata acredita na redução do déficit, o que permitirá a continuidade do funcionamento. Segundo ele, as duas unidades custam mensalmente em torno de R$ 4,5 milhões e que o governo estadual só repassa R$ 1 milhão a cada mês.
“Vamos agora aguardar que toda a documentação tramite no ministério da Saúde, mas temos pelo menos um fôlego para continuar mantendo o atendimento nas duas unidades”, disse Prata, acrescentando que os pacientes de Fernandópolis continuarão sendo atendidos normalmente, como vinha ocorrendo antes do anúncio do fechamento.
Auditoria
Sobre a auditoria que vem sendo feita pela secretaria estadual da Saúde nas contas do HC, Prata disse que ela é importante e que vai comprovar que o estado não repassa nem a metade dos recursos necessários para custear o atendimento aos pacientes.
Maurício José Gonçalves