
Assessoria de imprensa
A Campanha Hepatite Zero foi levada a dois CCI’s (Centros de Convivência do Idoso) de Fernandópolis, na tarde da última quarta-feira, 29 de junho. Foram feitos 90 exames gratuitos de hepatite C no total, com dois resultados positivos para a doença.
Realizada pelos três Rotarys da cidade, “Fernandópolis”, “22 de Maio” e “Nova Era”, a ação acontece em parceria com a ABPH (Associação Brasileira dos Portadores de Hepatite), Secretaria Municipal de Saúde e FEF (Fundação Educacional de Fernandópolis).
As equipes responsáveis pela realização dos testes rápidos estiveram nos CCI’s da Vila Regina e Vila Veneto entre 14 e 17h de quarta-feira, dia 29.
As duas pessoas que tiveram resultados positivos para a doença foram orientadas a procurar o Cadip (Centro de Atendimento a Doenças Infectocontagiosas e Parasitárias) para fazer um novo teste e passar por consulta médica.
Balanço geral
Primeiro, os exames foram oferecidos na Praça Joaquim Antônio Pereira, no dia 25 de junho, depois na feira livre, no dia 26.
Somando os quatro lugares que as equipes estiveram, foram examinadas 402 pessoas, com três resultados positivos para Hepatite C.
A farmacêutica do Cadip, Vanessa Genova, disse que é muito importante o diagnóstico da doença, especialmente se for no seu início, para a prevenção de problemas de saúde mais graves e também para garantir o sucesso do tratamento.
Hepatite C
O vírus da hepatite C transmite-se, principalmente, por via sanguínea, bastando uma pequena quantidade de sangue contaminado para transmiti-lo, se este entrar na corrente sanguínea de alguém através de um corte ou uma ferida, ou na partilha de seringas. A transmissão por via sexual é pouco frequente e o vírus não se propaga no convívio social ou na partilha de objetos.
Apenas 25 a 30% dos infectados apresentam, na fase aguda, sintomas de doença que pode manifestar-se por queixas inespecíficas como letargia, mal-estar geral, febre, problemas de concentração; queixas gastrintestinais como perda de apetite, naúsea, intolerância ao álcool, dores na zona do fígado ou o sintoma mais específico que é a icterícia. Muitas vezes, os sintomas não são claros, podendo-se assemelhar aos de uma gripe. O portador crônico do vírus pode mesmo não ter qualquer sintoma, sentir-se saudável e, no entanto, estar a desenvolver uma cirrose ou um cancro hepático.
Na ausência de uma vacina contra a hepatite C, o melhor é optar pela prevenção, evitando, acima de tudo, o contato com sangue contaminado. Alguns dos cuidados passam por não partilhar escovas de dentes, lâminas, tesouras ou outros objetos de uso pessoal, nem seringas e outros instrumentos usados na preparação e consumo de drogas injetáveis e inaláveis, desinfetar as feridas que possam ocorrer e cobri-las. Devem ser sempre usados preservativos nas relações sexuais.