Erica Cristina

Doença de alzheimere o tratamento com fisioterapia

Doença de alzheimere o tratamento com fisioterapia

Por Erica Cristina Tazinaffo

Por Erica Cristina Tazinaffo

Publicada há 9 anos

A Doença de Alzheimer (DA) é um dos tipos mais comuns de demência. É uma doença neurológica, progressiva, degenerativa, lenta e irreversível.

Quadro clínico


a) 1ª Fase – DA Inicial: O doente começa a apresentar um déficit de memória, como desorientação espacial e dificuldade em recordar acontecimentos recentes. Junto a isso começam a aparecer alterações na linguagem, como dificuldade em encontrar a palavra certa num diálogo espontâneo e em entender o que lhe foi dito.


b) 2ª Fase – DA Intermediária: Os sintomas descritos na 1ª fase são acentuados. O paciente apresenta dificuldade em executar funções como se vestir ou na higiene pessoal; a memória é ainda mais prejudicada e ele se mostra desorientado em lugares conhecidos e também não reconhece parentes. Começa a apresentar alterações na função motora como bradicinesia, andar lento, perseverança de gestos e reflexos primitivos persistentes. A praxia e a gnosia também são alteradas.


c) 3ª Fase – DA Avançada: O paciente perde totalmente a capacidade de realizar as atividades de vida diária e de se comunicar. A função motora fica ainda mais comprometida, evoluindo para uma hipertonia e não sendo mais capaz de realizar a marcha. A memória é ainda mais prejudicada e o paciente já não reconhece mais parentes próximos. O paciente, nesta fase, permanece acamado.


O tratamento fisioterapêutico passa a ter grande importância para retardar a progressão das perdas motoras, evitar encurtamentos e deformidades e incentivar a independência do doente. A prática de atividade física por portadores de DA leva a uma melhor retenção das habilidades motoras, melhora da qualidade do sono, melhora da circulação sangüínea e prevenção de algumas lesões ortopédicas, e também que a realização de um treino aeróbico tem mostrado uma melhora das funções mentais. A prática de caminhada por idosos produz melhora da marcha, da força muscular nos membros inferiores e também auxilia na manutenção do equilíbrio. Como se trata de uma doença progressiva, esse programa deve ser revisado e modificado de acordo com o grau de dependência do paciente. O planejamento deve ser específico para cada paciente, levando-se em conta o que o paciente consegue fazer, para qual tarefa ele precisa de ajuda ou é completamente dependente.

últimas