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Polícia realiza reconstituição de assassinato de delegado

Polícia realiza reconstituição de assassinato de delegado

Os três acusados de participarem do assassinato estiveram presentes

Os três acusados de participarem do assassinato estiveram presentes

Publicada há 9 anos


Um dos acusados explica o crime à Policia



Da Redação


Para esclarecer todos os detalhes do assassinato do delegado Guerino Solfa Neto, 43 anos, em Rio Preto, a Polícia Civil fez na quarta-feira (13) a reconstituição do crime, que aconteceu no dia 25 de junho. A reconstituição durou cinco horas e, para a Polícia, os depoimentos dados pelos três na delegacia batem com a descrição da simulação.


Os três envolvidos no crime participaram. A.C., R.C. e E.N. seguiram em carros separados durante o trabalho da Polícia. O primeiro local de parada foi justamente o lugar no acostamento da BR-153, perto do trevo de acesso ao Distrito Industrial, onde abordaram o delegado.


Segundo a Polícia, A.C. R.C., que estavam de carona com E.N., desceram do carro e abordaram o delegado que estava parado com a caminhonete no acostamento. A.C. bateu no vidro e R.C. levou o delegado para o banco de trás.


Eles disseram à Polícia que queriam uma caminhonete para viajar para Capital, onde moram as famílias dos dois. Depois que pegaram o delegado, eles seguiram pela BR-153. E.N. foi de carro na frente. Eles pegaram a alça de acesso à Rodovia Washington Luiz rumo a Mirassol, mas perceberam que erraram o caminho. Eles então fizeram o retorno por baixo do viaduto da Avenida Murchid Homsi e voltaram para a rodovia.


Em um ponto da rodovia, eles pararam no acostamento. E.N. desceu do carro e entregou uma mochila com as roupas de A.C. e R.C. Os dois, ainda com o delgado dentro da caminhonete, seguiram para São Paulo. E.N. pegou um rumo diferente.

Depois da última parada, eles seguiram com destino à Capital. Mas em menos de cinco quilômetros, eles descobriram a arma do delegado dentro do carro. Eles deduziram que fosse alguém da Polícia e decidiram então entrar em uma marginal da rodovia.


No local eles concordaram em matar o delegado. A.C., que estava dirigindo desceu do carro com a arma na mão. Enquanto isso R.C. empurrou Guerino para fora do carro. A.C. deu a volta por trás da caminhonete e atirou. O delegado caiu na mesma hora e morreu.


A Polícia deve concluir o inquérito em 15 dias. Depois disso a promotoria recebe a denúncia e abre um processo para o julgamento. Enquanto isso os três envolvidos continuam presos preventivamente.


O caso
 O delegado do Deinter-5, Guerino Solfa Neto, foi encontrado morto, com um fio de celular amarrado em uma das mãos e com marcas de tiros às margens de uma vicinal da Rodovia Washington Luís, em Rio Preto, na noite de sábado, 25 de junho.

A caminhonete do delegado foi localizada, na noite do dia 26 de junho, no Capão Redondo, bairro da zona sul de São Paulo, e, três dias depois do crime, a Polícia prendeu o acusado A.C., em São Paulo. Na manhã do dia 30 de junho, o segundo acusado de participar do assassinato foi identificado no Centro de Progressão Penitenciária (CPP) de Rio Preto. R.C. já cumpria pena por tráfico de drogas, mas estava de saidinha temporária na hora do crime, assim como A.C.

Segundo informações da Polícia, R.C. confessou ter participado do crime com A.C.. A Polícia Civil acredita que os dois que mataram o delegado não sabiam que ele era policial na hora da abordagem para o assalto.

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