SAÚDE

Fernandópolis retoma programa antitabagista em todas as unidades de saúde

Fernandópolis retoma programa antitabagista em todas as unidades de saúde

Movimento também quer atingir usuários de cigarros eletrônicos

Movimento também quer atingir usuários de cigarros eletrônicos

Publicada há 1 hora

Reunião entre profissionais de sáude. Foto: Divulgação / Fonte: PMF

Da Redação

A Prefeitura de Fernandópolis através da secretaria de Saúde reuniu mais de 150 profissionais da área de saúde no auditório do Paço Municipal para retomar o programa de tratamento antitabagismo a partir do próximo mês. No encontro estiveram médicos, residentes, enfermeiros, farmacêuticos, dentistas e agentes de saúde. 

O secretário de saúde José Martins revelou que os profissionais envolvidos estarão em todas as unidades básicas formando os grupos e auxiliando a população que quer parar de fumar. O projeto é coordenado pela enfermeira Daniela Andrade e Francislaine Penariol Baroni, coordenadora da Atenção Primária. 

 E os números dos prejuízos provocados pelo fumo são impressionantes. Segundo a secretaria de Saúde o cigarro causa um prejuízo ao país de R$112 bilhões anuais com doenças, tratamentos e mortes provocadas pelo cigarro. Isso corresponde a metade do orçamento do Ministério da Saúde que é em torno de R$ 255 bilhões. São 177 mil mortes registradas por ano no Brasil, 443 por dia. No mundo são 8 milhões de mortes com doenças relacionadas ao vício de fumar. 

Enquanto nas últimas décadas houve um decréscimo no número de fumantes, recentemente segundo a secretaria de saúde registrou-se um aumento, homens de 11 para 13,8 % e mulheres de 10 a 11%. O uso de cigarros eletrônicos pode ter sido a causa do aumento no número de fumantes. 

O movimento “ Fernandópolis sem Tabaco” pretende atingir também os usuários de cigarros eletrônicos. A enfermeira e psicóloga Maísa Borges de Oliveira fez uma palestra onde abordou o tema: “ Respirar e Viver”. Ela fez uma cronologia e mostrou a “ glamorização do vício de fumar” nas décadas passadas, quando de maneira errônea a indústria do tabaco e os veículos de comunicação associavam fumo ao estilo de vida “ requintada”, esporte e prosperidade. 

Maísa que é enfermeira em saúde mental destacou que o cigarro provoca impacto na saúde, trabalho e na família. Lembrou que os fumantes passivos dentro de casa correm os mesmos riscos do fumante inveterado podendo desenvolver doenças cardíacas, circulatórias e o câncer em diversas partes do corpo. 

Já a enfermeira Natália Bortoleto, atualmente no Complexo Pôr do Sol tem muita experiência no tratamento de tabagistas. Ela conta muitas vitórias no grupo que montou a partir de 2014 no distrito de Brasitânia. Em sua trajetória viu muita gente largar o cigarro e mudar o estilo de vida. Disse aos presentes, que o profissional que  encarar o projeto antitabagista estará se dedicando o tempo todo a esta causa. “ O paciente nos procura a todo momento”, disse Natália. 

Entre os desafios, o grupo dela conseguiu libertar um homem do vício, que chegou a fumar a incrível quantidade de 84 cigarros diários. “ A luta foi muito grande, mas ele largou o cigarro, recuperou a saúde e com a economia que fez pode pagar a prestação de um carro”, disse a enfermeira. 

O médico Alfonso Charris Saade, que é coordenador médico da secretaria de saúde disse que quando recebe um paciente precisa fazer uma avaliação minuciosa. Lembrou que muitos fumantes chegam com a saúde debilitada, às vezes com doenças adquiridas pelo hábito nocivo. 

Assim, o médico precisa ter todo cuidado para ministrar medicamentos e o tratamento é feito com todo o critério. Entre os métodos adotados estão a reposição de nicotina e utilização de antidepressivos. 

Especialistas salientam que o tratamento de quem pretende deixar o cigarro pode durar até dois anos. Os palestrantes afirmam que quem obtém sucesso com mais facilidade é o paciente que deixa de fumar abruptamente, da noite para o dia. 

Fonte: Secretaria de Comunicação de Fernandópolis

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