Arnaldo Pussoli, vereador recém filiado no PROS e um dos possíveis substitutos de Zambon
Camila Passetti, que foi candidata a deputada estadual em 2014

Vice-prefeito Zambon, que está fora da eleição deste ano
Por João Leonel
Filiado no PROS (Partido Republicano da Ordem Social), o atual vice-prefeito de Fernandópolis, José Carlos Zambon, não poderá se candidatar nestas eleições. Por presidir a AZPEF - Administradora da Zona de Processamento de Exportação de Fernandópolis S.A., uma empresa cujo objeto social consta como “administração pública geral”, em registro na JUCESP - Junta Comercial do Estado de São Paulo, Zambon deveria ter se desincompatibilizado de seu cargo há 4 meses para estar apto a ser candidato na eleição municipal deste ano. Como é vice de Ana Bim, e o PROS é um partido aliado do PSD, no qual a prefeita é filiada, a tendência era que Zambon fosse o candidato a vice-prefeito novamente. Em contato com Zambon, este fato foi confirmado na tarde de ontem (02).
“Não posso ser candidato realmente. E esse risco nós assumimos pela ZPE, para darmos continuidade ao projeto de implantação da Zona de Processamento de Exportação em Fernandópolis, o que está muito próximo de se concretizar. Nunca evoluímos tanto, e eu não poderia deixar a presidência da AZPEF num momento tão importante, decisivo, devido às tratativas que vínhamos mantendo”, contou o vice-prefeito.
Com convenção marcada para amanhã, dia 04, às 18h, na sede do partido, o PROS agora trabalha com dois nomes para “substituir” o de Zambon em uma possível candidatura em chapa majoritária, além de ter uma lista com aproximadamente 12 nomes para disputar uma das 13 cadeiras na Câmara Municipal. O primeiro nome é do vereador Arnaldo Pussoli, recentemente - dentro do prazo legal estipulado pela Justiça Eleitoral -, filiado à sigla, após deixar o PT. O segundo nome é o de Camila Passetti, candidata a deputada estadual em 2014, quando seu nome foi confirmado somente nos últimos dias de campanha, devido a articulações políticas do partido naquele ano. Ambos se aproximaram dos 600 votos quando candidatos: Pussoli obteve 590 votos em 2012 sendo eleito vereador, e Camila atingiu 573 votos, mesmo com um período muito curto de campanha.
AINDA INDEFINIDO
Ao contrário do “Grupão”, que mantém a ‘dobradinha’ André Pessuto e Gustavo Pinato, o “novo grupo” recém formado nesta reta final de composições políticas em Fernandópolis, com quatro principais nomes para disputa majoritária - Ricardo Franco-PMDB, Carlos Lima-PEN, Henri Dias-PTB e Renato Colombano-PSB -, ainda não definiu qual a dupla que emplacará para prefeito e vice. Na tarde de ontem, quando uma definição parecia se confirmar, novas reuniões foram marcadas e, ao que tudo indica, o martelo será batido somente nas convenções dos partidos envolvidos, nesta quarta, às 19h30, na AABB.