Começou aos sete anos. Incontrolável. Avassalador. Forte sentimento ocupou meu coração. Transformou-se numa espécie de dependência. No bom sentido: vício.
Os Domingos principalmente, eram os dias da semana mais aguardados. À tarde iniciava o ritual.
Curioso: o termo paixão na língua grega quer dizer “páthos”, cujo sentido também é doença. Isto é, a paixão – o páthos – nos tira da racionalidade, do equilíbrio. Esse é o ponto: a falta de equilíbrio, a negação da medida. Talvez assim nos identifiquemos. Como explicar dez anos de pura dor, sofrimento?
É bem verdade que a vinte e dois de Dezembro de 1974 quase consumei meu desejo. Quase. Fracassou. Mais três anos de espera.
Finalmente, a treze de Outubro de 1977, por volta das 23h30min, finalmente cheguei ao êxtase.
Ganhamos.
De lá para cá, houve alternâncias de humor, raiva, ódio, alegria, êxtase. Coisas do amor. Amor incondicional. Bandido. Ágape e pleno.
Somente você Curintiá é capaz de promover esse turbilhão sensório!
Amo-te.
Apesar de algumas atitudes canalhas. Mas, o que fazer? São coisas do amor.
Hoje te celebro pelos 106 anos de existência.
Parabéns.