Waine de Fátim

Roda gigante

Roda gigante

Por Waine de Fátima Gonçalves Borges - Professora

Por Waine de Fátima Gonçalves Borges - Professora

Publicada há 9 anos

Tudo o que acontece de ruim na vida da gente é para melhorar.”  Esse foi um bordão bem bolado de uma novela.


Uma verdade comprovada. Sabemos que depois da tempestade vem a bonança; depois da tristeza a alegria, depois da fome a saciez, depois do pranto o riso. Um ciclo constante que move as engrenagens da vida. Um pêndulo num vai e vem sem fim.  É nesse movimento que ocorrem as mudanças que nos faz crescer e metamorfosear as angústias e agruras de nossa existência.


Se não fosse esse indo e vindo, começo e recomeço mergulharíamos na inércia, sucumbiríamos em um buraco negro repleto do nada, da mesmice que nos bestifica. Sem mudanças estagnaríamos e sucumbiríamos no vácuo.


O antes e o depois, o dia e a noite. Um nascer, crescer e morrer. Assim é a vida. Cair para levantar, errar para aprender. Nessa dança com passos dois a dois, somos pares e parceiros trotando ou bailando e seguindo sempre em frente. Gira o pião e a roda gigante. E que a gratidão seja a energia que faz as engrenagens girarem e girarem para que o ciclo jamais se rompa. Quando estamos agradecendo nos esquecemos de reclamar. Agradecer é um exercício de desapego que se apega a simplicidade e a bem-aventurança.


E que venha o ruim para chegar o melhor. E que a roda continue a rodar. “Quero aprender a amar; pra cometer pecados; e depois me perdoar.” (Biquini Cavadão)

últimas