COTIDIANO

Mega-operação de combate à pedofilia na internet prende 64 pessoas em

Mega-operação de combate à pedofilia na internet prende 64 pessoas em

Publicada há 9 anos

Por Folha de São Paulo


A Polícia Civil de São Paulo realiza na manhã desta sexta-­feira, dia 2, uma mega­operação de combate à pedofilia na internet. Ao todo, 64 pessoas foram presas, segundo a polícia. Entre os suspeitos estão desde advogados, comerciantes, agente penitenciário, pastor de igreja evangélica a idosos –um com cerca de 70 anos. São alvos da polícia 78 pessoas de 40 cidades do interior paulista, nas regiões de São José do Rio Preto, Araçatuba, Presidente Prudente e Bauru.


Batizada de Peter Pan, a operação começou por volta das 6h e envolve cerca de 350 policiais. Os policiais vão até a casa dos suspeitos e, após localizar o computador, buscam imagens armazenadas. Se elas são encontradas, o dono do computador é preso em flagrante. Na casa de um dos suspeitos presos, um técnico de informática, os policiais precisaram recuperar o material que havia sido deletado. Os nomes dos presos não foram divulgados.


Polícia faz operação de combate à pedofilia na região de Araçatuba, no interior paulista



De acordo com policiais ouvidos pela Folha, um dos suspeitos presos na região de Araçatuba tentou se matar dentro da cela onde aguardava a elaboração do flagrante. Ele fez uma corda com a própria roupa e teve de ser socorrido para não entrar em óbito. Desde abril, a polícia investiga o compartilhamento de vídeos de sexo com crianças pela internet. 


Os suspeitos passaram a ser monitorados a partir de acesso a sites exclusivos desse tipo de conteúdo dentro da chamada "deepweb" (internet profunda), cujo conteúdo está fora do alcance de qualquer mecanismo de pesquisa, como o Google, e que abriga, na maior parte das vezes, conteúdo ilegal ou controverso. Pela lei, é crime distribuir, manter ou armazenar material de pornografia infantil. A pena para o crime de posse de material pornográfico infantil é de um a quatro anos de prisão. Já a pena para quem compartilha o material é de três a seis anos. No caso de serem comprovados os dois crimes, as penas se somam. O crime é inafiançável.


http://www1.folha.uol.com.br/cotidiano/2016/09/1809540-mega-operacao-de-combate-a-pedofilia-na-internet-prende-ao-menos-30-em-sp.shtml




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