Com o inicio da campanha eleitoral, foi declarada aberta a temporada de caça aos votos. Com as exigências da nova lei, que limita as doações de campanha e consequentemente, os gastos, em tempos de “moralidade” as práticas eleitoreiras não parecem ter mudado muita coisa. A novidade é que agora a internet e as redes sociais são poderosas ferramentas para a divulgação das candidaturas.
Vários amigos virtuais aderiram à campanha na rede: publicam fotos, selfies e afins em apoio aos seus candidatos; os mais politizados não perdem uma oportunidade sequer para acrescentar o bordão “fora temer”. Os grupos do Whatsap são infestados pelos “santinhos” dos candidatos pedindo votos e apoio. Recebemos uma infinidade deles diariamente, os amigos “gozadores” mandam cada um mais engraçado que o outro. Triste realidade.
O mais interessante é que nas ruas as práticas continuam as mesmíssimas de sempre: candidatos param a gente na rua, fazem questão de nos cumprimentar, esbanjam simpatia e alegria. Tomam cafezinhos, beijam mãos e bochechas, andam pela periferia, pelos becos, prometem mundos e fundos. Tudo em prol de uma atuação justa e em nome da honra e da honestidade. Nessa hora lembro sempre do Zé Simão e de seu bordão esculhambador: “Onestidade, onradez e Óh proceis”! E tudo vira piada outra vez.
Fica somente a certeza: os avanços da tecnologia da comunicação criam aparelhos cada vez mais inteligentes e “gentes” cada vez menos.