"Creiam no Deus que fez o
homem e não no Deus que
os homens fizeram."
MINUTINHO: Internet: bem ou mal?
É lugar comum dizermos que vivemos em um mundo tecnológico. Nada mais explícito e presente do que a informática nos dias atuais. Ela abraça todas as nossas atividades, nossas relações, revolucionando nosso cotidiano, indo desde as relações pessoais, familiares, afetivas, até as movimentações bancárias, lazer, sociais e profissionais. Enfim, a “Era Tecnológica” fundiu-se em nossa vida, eliminando até, muitas vezes, a necessidade de sair de casa.
E isso é bom? É mau? É realmente uma evolução ou representa uma regressão nas relações sociais, eliminando o contato direto, a proximidade das pessoas e, num grau maior, até a efetividade?
Depende, obviamente, ao destino a que se dê o uso. Tanto pode representar um excelente meio para o desenvolvimento, o progresso da humanidade, como um retrocesso. Nada de elegê-la como a redenção de todos os males, à categoria de um semideus, nem mesmo desprezá-la a ponto de invalidar seus infinitos benefícios.
Basta, simplesmente, utilizar o clássico exemplo do automóvel. Quanto iniciada sua massificação, surgiu idêntica discussão: - é um bem ou um mal para a humanidade? Tudo devido aos benefícios trazidos (encurtamento da distância; aproximação das pessoas; velocidade nos deslocamentos; progresso na troca de mercadorias (comércio), contrapostos aos malefícios, dentre eles o aumento desenfreado no número de acidentes, vítimas fatais e com lesões permanentes, prejuízos ao meio ambiente e necessidade de investimentos bilionários dos governos na construção de estradas, cujos recursos poderiam ser direcionados a outros setores. Saúde e educação, por exemplo.
E o resultado todos vivenciamos. Venceu a primeira hipótese, com ampla disseminação do uso dos automóveis e sua popularização, embora ainda sua má utilização seja motivo de enormes desgostos pessoais, familiares e governamentais (quantos recursos públicos são gastos em acidentes motivados por ingestão de álcool ao volante, excesso de velocidade e outros?).
Assim é com a tecnologia, em especial a internet.
Seu uso reto aproxima sim pessoas separadas pela distância; dissemina, em segundos, informações úteis e culturais dantes inacessíveis; facilita a execução de trabalhos, economizando precioso tempo, e ainda, dentre outros benefícios, facilita - e muito - a fiscalização das ações de nossos governantes. Porém há também o outro lado! Sua utilização incorreta gera a difusão de ações deletérias; facilita a comercialização de contrabandos, drogas e a reunião de criminosos; subtrai preciosos momentos de convivência e diálogo familiares em “cima” de smartphones, tablets, notebooks e computadores. E por ai vai...
Enfim, como tudo o que é colocado ao uso do homem, logicamente que permitido por Deus, há um contraponto em que somente o aperfeiçoamento do livre arbítrio pessoal poderá dar-lhe a destinação correta.
E tenhamos em mente que o progresso está à disposição de todos, seja evoluindo, felizmente, através dos estudos, da religiosidade e da moralidade, ou, infelizmente, através da dor, do sofrimento e das doenças.
Um ponto futuro brevemente se anuncia onde não somente a tecnologia, a internet e os automóveis, mas tudo o que dispomos, será retamente utilizado.
E quiçá estejamos dentre aqueles que evoluem com o mínimo de percalços, dando bom uso ao que Deus nos deu o usufruto.
Por Clarius.
CRÔNICA: O desafio do imperador
Um imperador chinês estava morrendo e não tinha nenhum filho para assumir o trono. Decidiu então escolher um entre milhares de chineses “comuns” para substituí-lo. Assim, reuniu todos seus súditos em frente ao palácio e deu a cada um deles uma semente de flores distintas. Aquele súdito que plantasse a semente, cuidasse dela com muito carinho e, um ano depois, apresentasse a mais bela das flores seria o próximo Imperador da China. Na data marcada, na praça em frente ao palácio, havia milhares de chineses com vasos lindos e flores ainda mais belas – azuis, rosas e amarelas... O Imperador então levantou-se e foi até a multidão. Caminhou durante uma hora no meio daquelas flores maravilhosas. Foi então que escutou um pequeno menino agachado, chorando. Perguntou ao ele o que havia acontecido. O pequeno chinezinho mostrou um vaso feio, somente com terra e sem nenhum sinal de alguma flor. Disse ao imperador que havia plantado a semente e nada havia acontecido. Trocara a terra e pusera mais água e nada mudou. A planta simplesmente não nasceu. O Imperador então voltou ao seu trono e anunciou que o rapaz que estava chorando herdaria seu trono, pois havia distribuído sementes secas e mortas a todos.
A honestidade e a coragem do rapaz o fizeram tomar tal decisão.
Autoria desconhecida.