FERNANDÓPOLIS

Na região, vale tudo para conquistar o eleitor, a começar pelos nomes

Na região, vale tudo para conquistar o eleitor, a começar pelos nomes

Publicada há 9 anos

Por Jorge Pontes


A corrida pelo voto envolve várias estratégias por parte dos candidatos. Para vereador, a eleição é considerada a mais ingrata, pela falta de compromisso da maioria dos eleitores, que optam por retribuir favores ou simplesmente votar no candidato com maior popularidade, ao invés de julgar os mais competentes para legislar e fiscalizar o Poder Executivo na Câmara Municipal. Por esse fator, os candidatos fazem questão de utilizar seus apelidos ou ainda, fazer referências na composição dos nomes, principalmente de locais de trabalho, profissão ou nome do cônjuge como o “Tonhão da Cleusa”, em Macedônia ou a “Larissa do Porterão”, em Pedranópolis. Há ainda o exemplo de quem utilizou a denominação religiosa como a “Daniele da Assembleia”, em Indiaporã.


Com isso, alguns tornam as eleições no mínimo mais engraçada com os apelidos mais estranhos. Em Fernandópolis não há nomes tão bizarros, mas apelidos é o que não falta. Dentre os 138 candidatos, quase a metade utilizou algum tipo de pseudônimo. Foram 68 no total.

 A maioria acabou adaptando ao nome, o local de trabalho ou a profissão como referência. A classe dos professores liderou esse tipo de referência no nome de campanha. Ao todo cinco candidatos uniram a palavra “professor” à nomenclatura, além de outros dois professores de dança.


Os nomes mais diferentes em Fernandópolis ficaram mesmo por conta de “Escurão do Trator”, “Angelão do Ômega”, “Bedê”, “Beethoven”, “Caverna do Paulistano”, “Gordim Borracheiro”, José Janilson “Careca”, “Lilian Cadeirante”, “Marcelão Detona”, “Mary Help”, “Pica Pau”, “Marcos Coruja”, “Weslei Chocolate”, “Zé Madeira”.

Diferente também foi a candidata Helena Mastelari, que utilizou a abreviação “Tec Enf” na frente do nome para associar à profissão.


Já levando em conta a região, os motoristas de ambulância continuam sendo a maioria. No entanto, também não faltou nomenclaturas diferentes e engraçadas. Em Meridiano tem o “Lindo”, e o “Jiló”, em Pedranópolis tem o Corote, Em Macedônia, o “Pãozinho”, em Indiaporã, a “Zica”. Já em Ouroeste, os nomes animais formam a maioria dos apelidos de candidatos. Por exemplo, a Elisandra “Cabritinha”, o “Porquinho” e o “Tiziu”.
 Em Guarani d’Oeste tem o “Boca Rica”, em São João das Duas Pontes, o “Lindão”, em Turmalina , a “Grila”, a “Deusa”, o “Quero-Quero” e o “Homim” e em Populina o “Ariranha”, o “Paulinho Capa de Bode” e o “Chipão”.


Em Jales, “Zé Bolacha” e “Pintinho” são as poucas novidades, numa cidade em que já teve como candidato a prefeito nomes como Rato e o vice, Porquinho, além dos candidatos a vereadores Preá, Cartucheira e Berinjela no ano de 2000.


Em Paranapuã, além do Nei Tomateiro e do Tiago Lixeiro, é possível encontrar pelo menos três candidatos com apelidos curiosos: Vagner Scapin é o “Burrão”; José Carlos Pereira é o “Cascão”; e Valdeci Pinheiro de Azevedo é o “Esquisito”. Em Santa Albertina, o apelido de uma candidata faz referência a quase toda sua família: “Juliana do Paulinho da Lurde”. Ela terá a concorrência do “Pamonha” e do “Nariguim”. E entre as opções dos eleitores de Vitória Brasil, estão o “Bisteca”, o “Lambari” e o “Val Oreia”. Já os eleitores de Dirce Reis terão entre as opções para vereador, os candidatos “Lagartixa” e “Bifão”. E em Urânia, o vereador João Jovino Batista, o João “Pega Lebre”, é candidato a vice-prefeito pela coligação “Renovação Já”.

Com informações de Jornal a Tribuna, de Jales

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