ELEIÇÕES MUNI

O povo pergunta, Ricardo Franco responde

O povo pergunta, Ricardo Franco responde

O 'Extra.net' proporciona um diálogo entre a sociedade fernandopolense e os quatro candidatos à Prefeitura

O 'Extra.net' proporciona um diálogo entre a sociedade fernandopolense e os quatro candidatos à Prefeitura

Publicada há 9 anos

Por João Leonel


O "Extra.net” proporciona, a partir de hoje, dia 27, um diálogo entre a sociedade fernandopolense e os quatro candidatos à Prefeitura de Fernandópolis. Durante a semana, realizaremos uma série de entrevistas, definida mediante sorteio na Redação deste jornal diário e com a presença de representantes das quatro candidaturas. Inaugurando a sabatina com os candidatos, que respondem a perguntas de munícipes de diversas classes e setores sociais, temos hoje o candidato Ricardo Franco. Amanhã será a vez de Guilherme Vilarinho. Na quinta-feira, André Pessuto. E na sexta-feira, Ana Bim. 




Geraldo Pedro Paschoalini - Gerente Administrativo da Associação Comercial e Industrial de Fernandópolis



- Prezado candidato (a), caso a ZPE se torne realidade, como fará para preparar a cidade nas questões de saúde, segurança, educação e capacitação? O que fazer para realmente melhorar o relacionamento entre os Poderes Executivo e Legislativo?


RICARDO FRANCO:  Eu acredito que o próximo prefeito, ou a próxima prefeita, deva viabilizar o entrosamento da empresa que comprou as ações, ou seja, a Construmil (Construmil Construtora e Terraplanagem Ltda.), que já contratou, ao que me parece, uma empresa chamada Urbano Urbanismo e Terraplanagem, que é de São Caetano do Sul - esta empresa faz todos os projetos da Alphaville e do DER (Departamento de Estradas de Rodagem) -, com os poderes públicos. Através de uma junção dos Poderes Executivo e Legislativo, bem como da Polícia Militar, nós poderemos equacionar vários problemas voltando a cidade para este futuro com a ZPE. Independentemente da ZPE começar agora ou no futuro, há uma urgência em sanear as questões da saúde, e também Fernandópolis começa a viver o que todo o Brasil vive na questão da segurança, ou seja, todos os dias nós temos assaltos, furtos, mas eu acredito que nós possamos, através de auscultar todas as corporações que são responsáveis pela segurança, trazermos uma melhor saída para este fato. Em relação à capacitação dos profissionais, nós temos aí o presidente Skaf (da Fiesp), que poderá nos auxiliar trazendo cursos técnicos para Fernandópolis, fazendo com que desses cursos técnicos nasçam profissionais competentes e que nós não precisemos mais trazer mão de obra qualificada de fora. A melhora da relação entre os Poderes Executivo e Legislativo, no meu caso, que fui vereador, fui presidente da Câmara, presidente da Constituinte Municipal e assessor de cinco ex-presidentes da Câmara Municipal, é razoavelmente fácil, ou seja, basta que o próximo prefeito tenha o bom senso de estar com os senhores vereadores, com as senhoras vereadoras, ao menos, a cada dois meses na Câmara, para que possam ter um diálogo franco, aberto, em prol de Fernandópolis. Acredito que ao terminar as eleições agora no dia 02 de outubro, o único partido e a única meta do eleito, ou da eleita, será devolver a Fernandópolis a autoestima, a esperança, e, para tanto, nós devemos olhar a cidade como um todo, esquecendo deste momento político vivido antes das eleições. Afora isso, tem a Tribuna Livre, que o prefeito pode requerer à Câmara e utilizar-se dela como um instrumento de debate político, público, para acalmar, às vezes, a ansiedade da própria Câmara e também para que possa, o Executivo, ouvir as críticas que são feitas em relação a ele.


Silmar Olímpio – Vendedor e universitário, concluindo o último semestre de Agronomia na Unicastelo



Sobre a ZPE. Qual o futuro desse projeto, principalmente na questão da geração de emprego: quando a ZPE sairá do papel? Teremos que esperar mais 10 anos para vermos o primeiro emprego gerado na cidade através da ZPE?


RICARDO FRANCO: A ZPE, hoje, continua no papel. Vencido o Edital, no dia 12 de agosto, houve a homologação da empresa vencedora e a Ata de Posse da nova diretoria com registro junto à Jucesp (Junta Comercial do Estado de São Paulo). Como eu disse, já houve a contratação de uma empresa para elaboração e conclusão do novo projeto, pois com o novo ramal da Ferrovia Norte-Sul, teve que se mudar o projeto inicial da ZPE, e a empresa contratada foi a Urbano Urbanismo e Terraplanagem, de São Caetano (um braço da Construmil). O que já foi feito no âmbito das licenças? Já foi dada entrada nos projetos das licenças ambientais, junto à Cetesb, e no Ifam (para avaliação de impacto arqueológico), já que são necessárias essas licenças. E a visita à Cetesb, que já foi realizada em São Paulo. Agora, o que resta ainda? A compra da área, que pertence ao Grupo Arakaki, está faltando isso aí, a efetiva compra da área. Isso foi um decreto presidencial, no Brasil tem 24, e Fernandópolis foi privilegiada nesta questão. A ZPE é de iniciativa privada, e cabe aos investidores e ao Poder Público a fiscalização, e os investimentos na infraestrutura da cidade também cabem à Prefeitura, que terá um grande desafio nesta questão, já levantada na primeira pergunta, em relação à saúde, educação e moradia. Então caberá ao próximo prefeito ter a ousadia, e estar disposto a buscar os recursos que a cidade vai necessitar para encaminhar, ou caminhar ao lado da ZPE. Eu torço para que isso dê certo, mas, repito: o que está aí é a homologação, o pedido de compra, mas que até o momento não houve a solidificação dessa compra. Mas eu torço mesmo, porque foi um trabalho que deve ser respeitado por todos nós, e também não podemos esquecer do José Carlos Zambon, que deu tudo de si para que esse fato ocorresse. E não temos como prever quando veremos a criação dos primeiros empregos, por que temos que efetivar a compra da área, depois temos as licenças ambientais, etc...etc, e somente depois é que teremos o início do projeto, correto? Se a ZPE produzir mil empregos, já é um grande início, porque nós temos hoje um número grande de desempregados. O que nós não podemos, e acredito que nenhum candidato o fará, é menosprezar, achincalhar esse importante passo que o município está dando.


 Sidnei Cesar Zulian – Perito Criminal, chefe da equipe de Perícias Criminalísticas de Fernandópolis



Buscando uma maior independência para fomentar o desenvolvimento da cidade, e também clamando para que indústrias se instalem em Fernandópolis, o que deve ser feito em relação aos nossos Parques Industriais? E ainda, seria a falta de vias Marginais o maior entrave? Pois sabemos que a ZPE não depende só do Governo Municipal, mas nossos Parques Industriais sim.


RICARDO FRANCO:  O primeiro Parque Industrital de Fernandópolis, para termos uma ideia, já fora feito há mais de três décadas, e até hoje não foram terminadas as infraestrutras necessárias. Um exemplo, que eu presenciei. Quando chega um material, uma carreta, para descarregar na Ciplafe (indústria de móveis), ou para carregar, o motorista tem que ser monitorado pelo celular para que não entre em algumas ruas que não têm acesso e estão sem asfalto, ou em outras com galerias fluviais não terminadas, e o mais grave, o Parque Industrial, onde está a Ciplafe, a Incabrás, não tem entrada nem saída. A área comprada pelo ex-prefeito (Luiz Vilar), às margens da Rodovia Euclides da Cunha (próxima ao posto do Morini), aqueles 10 alqueires, também não tem entrada, não se tem uma Marginal pronta para que se possa utilizar-se aquela área e dar o devido andamento para que outras indústrias possam ali ser instaladas, com a ajuda do Poder Público. Isso é um fato grave, porque você está colocando indústrias que vão gerar empregos para Fernandópolis, e que com esse distanciamento da Secretaria do Desenvolvimento, do Executivo, em relação ao empresário, fica difícil segurar o empresário em Fernandópolis. Esse afastamento tem que ser contido de que forma? Através de um contato direto do Executivo com os empresários, com a ACIF, enfim, com os segmentos que são a cadeia produtiva que vai levar o nome de Fernandópolis a todos os locais do Brasil. O Sidnei tem toda razão nesse aspecto. E a via Marginal naqueles 10 alqueires é uma questão estrutural de fácil resolução, porque, ao que me parece, já existe um projeto nesse sentido. Falta aí, repito, um direcionamento para que nós extirpemos esse problema, um problema grave, tendo em vista que não se é aceitável que o empresário fique à mercê do tempo, da chuva, do sol, do movimento nas ruas, nós tínhamos que dar acesso e toda cobertura do Poder Executivo para que não houvesse esse tipo de indagação que é de fácil resolução.

 Administrador Titosi Uehara



Se eleito, qual a sua estratégia para buscar o desenvolvimento Agro, Comercial e Industrial de Fernandópolis?  


RICARDO FRANCO:  Entendo que você não consegue alavancar essas ações se não tiver o apoio da sociedade, através das entidades de classe, de todas elas. Porque um prefeito tem que saber, em primeiro lugar, ouvir, em segundo lugar, trazer para si todos os segmentos da sociedade para que, juntos, possamos encontrar o caminho mais rápido do desenvolvimento Agro, Comercial e Industrial de Fernandópolis. Eu entendo que Fernandópolis tem toda a infraestrutura necessária para que haja uma solução rápida para um desenvolvimento rápido também.


 Professor José Martins Pinto Neto




O município de Fernandópolis já está investindo entre 25 a 30 por cento do orçamento em saúde (muito acima dos 15% exigidos pela Lei Complementar 141, de 13 de janeiro de 2012) e, mesmo assim, há reclamações dos usuários quanto à, principalmente, falta de alguns medicamentos nas farmácias das UBSs, problema que precisa ser resolvido urgentemente, já que o investimento está alto, ou seja, quase o dobro do mínimo exigido por Lei Federal. O que você pensa realizar para promover o fortalecimento da atenção básica para que ela tenha resolutividade acima de 80% dos problemas de saúde da população, haja vista que agora já temos quase 100% de cobertura da população por meio das 16 Unidades Básicas de Saúde, incluindo as que funcionam no Modelo da Estratégia Saúde da Família, e também de já contarmos com todos os profissionais da saúde concursados (exceto os Agentes Comunitários de Saúde)?
PS.: Além da pergunta, gostaria que pensassem na possibilidade da abertura das UBSs do Modelo da Estratégia Saúde da Família com horário mais ampliado de atendimento à população, como, por exemplo, até às 21 horas. Assim, os usuários do SUS poderiam chegar do trabalho e ir até a UBS para consultas médicas, de enfermagem, fazer inalação, curativos, receber vacinas, exame Papanicolaou, etc. É preciso esclarecer, salientar que a UPA não é para isso, a UPA é para Urgências e Emergências ok? E também não microrregional, como são SAMU e CISARF, pois atende somente os munícipes de Fernandópolis e Brasitânia, somente em situações de Urgência e Emergência.


RICARDO FRANCO:  A maior reclamação da população hoje é em relação à saúde em Fernandópolis, é uma questão sistêmica que nós estamos sendo muito cobrados. Em relação ao gasto que o Professor José Martins cita, entre 25% a 30%, eu, na minha análise, não chego a esse número, mas o que vejo é que se você tiver uma equipe capacitada, que não tenha o viés político, e que possa fazer um estudo aprofundado das deficiências em relação ao horário para atendimento da população, em relação aos usuários do SUS, que poderiam chegar do trabalho e ter as consultas necessárias, eu entendo que Fernandópolis está muito aquém do que poderia estar. Tanto é verdade que você tinha um atendimento no SAMU de poucas chamadas, hoje nós temos 40 chamadas, mais ou menos, por dia, porque as pessoas quando chamam o SAMU são atendidas imediatamente. Nesse aspecto eu tenho um profundo cuidado, porque estou conversando e ouvindo pessoas que são experts nessa área. Essa pergunta, na verdade, já é um encaminhamento para alguma solução. Então, o Professor José Martins, se eu for eleito, eu vou sugar todo o conhecimento dele para que possamos solucionar falhas e trabalharmos juntos. Eu entendo que o Secretário da Saúde possa sim sair de fora dos quadros das pessoas que estão me apoiando, ou seja, se eu tiver que buscar um quadro fora dos partidos que me apoiam, mas for o melhor para Fernandópolis, eu irei buscá-lo. Não irei entrar em números, porque aí a entrevista ficaria muito longa, em síntese, nossa saúde está precária, soluções poderão ser encontradas, mas o mais importante é aquilo que eu disse, o prefeito tem que ouvir as pessoas mais capacitadas em determinadas áreas, e é o que pretendo fazer.


 Empresário Luiz Cláudio Barro



Candidatos: o que vejo com preocupação é a quantidade de funcionários da municipalidade, sejam concursados ou indicados e comissionados, que por certo tem um custo importante no orçamento municipal. Qual a vossa visão disso? Há algum planejamento para se reduzir tais custos com atitudes de racionalização de cargos, redução dos comissionados dando assim agilidade na máquina pública, ou minha visão é equivocada sobre o tema, ou seja, o que se tem hoje é o necessário?


RICARDO FRANCO: Essa é uma questão que, a prefeita, ou qualquer um dos ex-prefeitos, têm olhado com carinho. Eu não vejo aqui uma questão semântica de dizer que é isso que tem ocasionado a falta de recursos, de receitas, porque na ‘peça orçamentária’ você tem que gastar no máximo 54% do orçamento (com funcionalismo). Ora, se o quadro de funcionários que aí está não ultrapassa esse valor, significa que não há de se colocar muita imposição, ou querer modificar-se algumas situações simplesmente para se dizer que está se contendo gastos. Um exemplo disso que eu, particularmente, não entendo como uma medida eficaz, foi quando houve a extinção de algumas Secretarias, é ínfima a economia feita e torna-se muito maior, depois, os entraves burocráticos para que aquela pasta que absorveu uma outra encontre rapidamente o encaminhamento das questões pertinentes à pasta absorvida. É lógico que nós vamos olhar, vamos ver as questões dos funcionários, principalmente as questões da defasagem dos seus salários, e vamos procurar, na medida do possível, ir conversando com o Sindicato, para que nós encontremos uma saída, caso haja necessidade, de reordenamento e uma nova postura em relação aos funcionários públicos. Primeiro tem que se ver os cargos, os efetivos, os comissionados, sem trazer conosco o facão da degola. Não fiz isso em 2001, quando o Seu Newton foi prefeito, naquela época os diretores de escola não eram concursados, e o Professor Armando deixava a Prefeitura quando o Seu Newton assumiu, e nós não retiramos nenhuma diretora que fora indicada pelo Professor Armando, pela capacidade delas, não tem que se haver uma interrupção naquilo que está dando certo.


 Wilson Granella – mantenedor da Associação Filantrópica “Henri Pestalozzi”



- Onde e como você buscará recursos para garantir o bom funcionamento e a manutenção das entidades filantrópicas de Fernandópolis?

 Marcos Vilela, mantenedor do projeto “Os Sonhadores”



Olhando com outros olhos nossa área social, ao que já temos implantado hoje: o que pode ser feito para dar o apoio necessário para os nossos projetos de Assistência Social?


RICARDO FRANCO: Eu entendo que essas pessoas são abnegadas, são pessoas que doam de si sem nada querer para si. Com o trabalho que desenvolvem, desafogam a Prefeitura dos problemas que teria sem essas entidades. Eu pretendo, se eleito, no mês de janeiro, conversar com todas as entidades, ver as necessidades, ver os projetos que elas têm, ver o que a Prefeitura pode ajudá-las, e, o que eu acho mais importante, dar o apoio, não só financeiro, mas dar o apoio moral e o respeito que elas precisam. Acredito piamente que se não fossem as entidades de Fernandópolis, a Prefeitura não teria condições nenhuma de conseguir resolver os problemas que elas resolvem. Eu irei trabalhar com todas as entidades, dando a elas o meu maior respeito, e, acima de tudo, fazer com que elas possam desenvolver o seu trabalho sem ter que, necessariamente, ficar mendigando ajuda pela cidade.


 Advogado Antonio Carlos Cantarella



Gostaria de abordar duas questões, Limpeza Urbana e Trânsito. Em certos locais, nossa cidade fica muito suja, muita panfletagem, sem controle. E nossa Área Azul? Vejo excesso de vantagens para alguns comerciantes, reservando estacionamentos exclusivos para carga e descarga, realizando rebaixamento de guias. Não tem como implantar uma fiscalização mais rigorosa: estacionou sem cartão, multa, ou fiscais, ou a Polícia Militar, ou uma Guarda Municipal no papel de fiscal, orientando, mas também cobrando o que é estabelecido a todos?


RICARDO FRANCO: Sobre Limpeza Urbana, infelizmente nós não temos hoje mais varredeiras. Isso foi ocasionado pela dispensa feita pela Proposta das varredeiras de ruas, por um atraso no pagamento da Prefeitura à época. Então foram dispensadas 120 varredeiras e Fernandópolis ficou aí um bom tempo sem varrição. Hoje nós temos ali no Centro, algumas. Isso é um fator de saúde até. Pretendo retomar com a empresa esse diálogo, ver o que é possível fazer, bem como dar amparo aos trabalhadores da Frente de Trabalho, de antemão quero dizer que não vou demitir nenhum, e Fernandópolis precisa ter uma limpeza profunda, não só no Centro, mas também nos bairros. Em relação ao Trânsito, tem que se fazer uma análise estrutural, com um técnico de capacidade, ouvir a ACIF, ouvir os lojistas, ouvir a população, para daí sim sair uma solução que possa ser boa para todo mundo. Em relação à Zona Azul, eu não conheço assim essa vantagem que se fala aqui, eu vou ter que averiguar. Então, prefiro não me manifestar ainda, porque eu quero conhecer primeiro o trabalho da Zona Azul.


 Carlos Sampaio – maître/garçom



- Qual posição o candidato tem na formação de uma Guarda Municipal, e qual o conhecimento para a implantação? Tem como fazer, tem verba? Sem contar que geraria uma média de ocupação de 80 a 120 empregos, diretos e indiretos.


RICARDO FRANCO:  Em relação à pergunta do Carlos Sampaio, está no meu Programa de Governo sim, fazer um trabalho com a Polícia Militar para aumentar a Atividade Delegada, e, juntamente com eles, encontrarmos uma solução mais adequada, se for Câmara, se for a Guarda Municipal, aí eu tenho que ouvir a comunidade, a Câmara Municipal, todos os setores que serão, ou são, responsáveis por esse procedimento. Daremos prioridade às Audiências Públicas para discutir todos os segmentos, e que vai se criar uma coisa nova, é necessário  para resolver diversos problemas, não só sobre essa questão específica da Guarda Municipal.


 Adriana Bassi – Frentista e Caixa



Fico muito preocupada com o mato e a falta de iluminação nas proximidades da escola Armelindo Ferrari. Minha filha estuda lá e acho que aquele local merece um pouco mais de atenção. O que pode ser feito?


RICARDO FRANCO:  O mato, é da limpeza pública, a falta da iluminação, hoje a iluminação pertence à Prefeitura de Fernandópolis, porque se recolhe uma taxa quando você paga a luz - de R$ 8,90 - e a Prefeitura é obrigada, ou deveria ser né, obrigada, a cobrir os pontos escuros com luminárias, com lâmpadas, portanto, eu não acho correto que a população pague e não receba o que pagou em obras, isso nós vamos ver, principalmente nas proximidades dessa escola, e também de outras escolas. Ocorre que há vários problemas a serem resolvidos, e nós assim o faremos, na medida do possível e dentro da legalidade e do orçamento municipal.


 Waine Regina, moradora no Bairro Alto das Paineiras, tem uma reclamação: a rua da sua casa não é asfaltada



Sobre o poeirão, e, quando chove, o barro danado na Rua Tereza Carmem Arruda, um problema que convivo há pelos menos 4 anos: quando o asfalto vai chegar aqui?


RICARDO FRANCO: O Alto das Paineiras é complicado, porque você vê que tem uma parte asfaltada, outra que não, uma rua com 100 metros asfaltados, outra que não. Quando você começa uma obra num bairro você tem que acabar aquela obra, correto? Você não pode asfaltar uma rua e se perder, não concluir as obras no bairro. Lá no Uirapuru, a Prefeitura está fazendo duas ruas e colocando calçadas, mas existem outras ruas que precisam de galerias, etc...etc, então tem que se planejar para que não fique fragmentado todo trabalho, e que não se perca dinheiro, porque você asfalta 100 metros e deixa 200, 300 metros sem asfalto, o barro daquela sem asfalto vai todo pra rua asfaltada. É isso que pretendemos fazer.


 Professor Amauri Piratininga Silva -  Diretor do Campus da Unicastelo em Fernandópolis



Considerando que a Unicastelo, no Campus de Fernandópolis, possui 14 cursos, cerca de 3 mil alunos, mais de 160 docentes e 105 funcionários, nossa Instituição desempenha importante papel no plano educacional, econômico, assistencial e cultural em nossa cidade. Assim sendo, gostaríamos de saber: Quais são os seus projetos que poderão intensificar as relações entre nossa Instituição e o Governo Municipal, no sentido de proporcionar maior desenvolvimento socioeconômico e cultural para a nossa população?


RICARDO FRANCO: Em relação à Unicastelo e à Fundação, nós pretendemos fazer uma reunião para que eles, com a convivência deles, dentro das faculdades, possam nos municiar de projetos que eles entendam que sejam capazes de dar um maior desenvolvimento socioeconômico e cultural para nossa população, ou seja: diálogo, diálogo e diálogo.


 Sophia Ruiz Paggioro Sessino, 17 anos – cursa o 3º ano do Ensino Médio, no JAP: será seu primeiro voto



Como oferecer cultura mais diversificada, sofisticada, para atingir todos os públicos? Vemos peças no Teatro Municipal, algumas delas, com pouca qualidade e até mesmo apelativas. Pode ser algo contemporâneo, desde que um pouco mais contextualizado. Nossa Mostra Estudantil de Teatro poderia ser mais difundida e contar com mais apoio, tanto popular quanto político. Por que, por exemplo, não criar novos projetos culturais, e resgatar o projeto “Filhos da Terra”, uma iniciativa tão rica e fértil?


RICARDO FRANCO: A Sophia está correta, Fernandópolis é muito carente na questão cultural! Muito carente. Em todos os aspectos. Por exemplo, nós temos a Mostra Estudantil, que tinha ser difundida muito mais, mas ela quase não tem apoio, tanto do público quanto do político, porque desacostumados estamos de ir ao teatro, desacostumados estamos de ver e de criar projetos culturais, que nos trarão, além de um conhecimento rico, um desenvolvimento cultural da população como um todo. É uma questão de priorizar esta ajuda, ou desenvolver um trabalho conjunto com quem trabalha nessa área cultural.  

Considerações finais.
RICARDO FRANCO:
Eu espero que Fernandópolis saia no dia 02 de outubro em paz, tranquila, e que, a partir de conhecido o novo prefeito, que aqueles que disputaram, e que estão disputando esta eleição, não venham a promover uma briga política contra o eleito. Da minha parte, tenham a certeza de que, terminado o pleito, se eleito, vou conversar com os demais candidatos a prefeito, e pedir a ajuda deles. Se não for eleito, já me coloco à disposição daquela, ou daquele, que por ventura seja eleito. Eu quero ajudar Fernandópolis a ter um futuro para os nossos filhos, para os nossos netos. Eu, sinceramente, desejo que Deus possa acobertar-nos dum manto de amor, de respeito, e, principalmente, de respeito às famílias fernandopolenses. Desejo a Ana Bim, ao André Pessuto, ao Vilarinho, que tenham paz de espírito, serenidade, e que possam, cada um da sua maneira, continuar contribuindo para o progresso de nossa cidade. Peço que me deem uma chance de poder mostrar o meu trabalho. O meu companheiro de chapa, Dr. Adalberto Nilsen, está preparado para nos ajudar na Prefeitura. Eu só não quero que nossa cidade se perca em discussões estéreis, em discussões de grupos políticos, mas que as discussões, a partir do dia 03 de outubro, sejam pensando no futuro de Fernandópolis. Um abraço a todos e obrigado.

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