Waine de Fátim

O sol nasce para todos

O sol nasce para todos

Por Waine de Fátima Gonçalves Borges - Professora

Por Waine de Fátima Gonçalves Borges - Professora

Publicada há 9 anos

No mundo animal, em uma floresta situada no alto do Estado, um jovem Leão resolveu ser o rei daquele local. Animal ainda novo tinha muito o que aprender para manter a ordem e conquistar o respeito de seus súditos.


Pouco a pouco aprendeu a comandar. Gostou das vantagens de ser o comandante da selva e assim passou a não só a comandar, mas principalmente a mandar.


O orgulho passou a ser o companheiro daquele rei que adorava as luzes dos holofotes voltados para sua imagem majestosa. Depois a vaidade tomou conta de seu ego e este ofuscou a imagem de qualquer animal que se interessava em participar de sua gestão, assim como dos antepassados que fizeram parte da história da floresta. Senhor absoluto.


Soberania, autoridade, monopólio eram as regras que todos deviam seguir. Os súditos obedeciam cegamente, o temor era o ar que respiravam. A lei do mais forte era a supremacia.


No entanto tudo tem seu tempo e diferentemente como pensava o rei Leão, ele não era onipotente e nem inquebrantável. Os animais perceberam que eles eram a maioria e a união faz a força. A tirania é finita. O bruto se torna frágil e o fraco se fortalece. O começo do fim de uma Era.


“Os fins justificam o meio”, assim ditou Maquiavel. Em sua obra, O Príncipe, implicitamente lemos que um governante tem a liberdade de fazer qualquer coisa em seus domínios para manter sua autoridade podendo passar em cima até mesmo da ética e da moral. É um pensamento maquiavélico, mas pertinente ao contexto em que foi escrito. E tão presente em nossos dias.


O poder cega as pessoas, a sede pelo poder foge a compreensão humana. Ninguém é insubstituível, o que podemos é deixar nossa marca, podemos ser lembrados por ser um tirano ou por ser um mártir.

O sol nasce para todos, cada um tem seu tempo, cada um faz sua própria história e cada um colhe o que planta.

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