Amor é um sentimento tão sublime, puro e profundo, que não é de estranhar que seja o tema mais recorrente nas grandes expressões artísticas em geral, que sempre são feitas de coração;a propósito, não por acaso, o coração também é associado a esse sentimento nobre.
O amor possui sua faceta contraditória, pois não é exigente, não reclama nada em troca, e sempre perdoa as faltas da pessoa amada. O exemplo mais forte que existe é o amor de uma mãe pelo seu filho. Quando ninguém mais visita um preso abandonado em uma cela escura de um presídio, sua mãe, certamente, continuará marcando presença nas visitas periódicas.
Outro exemplo de amor maternal pode ser encontrado nos relatos bíblicos. De acordo com essa obra religiosa, certa feita, o grande rei Salomão, terceiro rei de Israel, viu-se diante de uma decisão difícil. Duas mulheres alegavam ser a verdadeira mãe de um bebê. O rei decidiu, então, colocar à prova as duas mulheres, ordenando a divisãoda criança sob o fio de uma espada, e cada metade seria ofertada a uma delas. Eis que uma das mulheres desistiu da contenda, pedindo ao rei que não matasse a criança e a oferecesse viva a sua rival. Imediatamente,o rei Salomão, do alto de sua sabedoria, decidiu que a mulher que suplicou pela vida do bebê era a verdadeira progenitora e merecedora da criança,pois uma mãe de verdade nunca suportaria ver seu filho morto.
“O amor aos pobres está no centro do evangelho”, disse o papa Francisco, no dia 28 de outubro de 2014, em um encontro com líderes de movimentos populares que ocorreu no Vaticano. A verdadeira solidariedade e a assistência aos mais necessitados sãooutrasformas nobilíssimas de amor ao próximo. Em nosso país, existiram grandes exemplos de pessoas que praticaram este tipo de amor, como Irmã Dulce, Zilda Arns, Chico Xavier,o sociólogo Herbert José de Sousa (o Betinho que criou a campanha O Natal sem Fome), dentre outros que deixaram grandes legados de trabalho voluntário, abnegação e assistência aos pobres.
Há quem confunda paixão com amor. Paixão é inquietude; amor, tranquilidade. Paixão é ansiedade; amor, paciência. Paixão é insegurança; amor, confiança. Quem está apaixonado cobra; quem sente amor, entrega-se. A paixão passa, o amor fica. Alguns sintomas da pessoa apaixonada são clássicos: o frio na barriga, a leve taquicardia e o brilho nos olhos quando se está ao lado da pessoa desejada.O apaixonado distrai-se facilmente com assuntos que não sejam a sua paixão. Um fato curioso é que algumas pesquisas científicas concluíram que, quando estamos apaixonados, nosso corpo libera mais endorfinas, mesmas substâncias secretadas quando fazemos exercícios físicos. Graças a elas, sentimo-nos melhores e mais relaxados.Já os sintomas observados em uma pessoa que ama, são bem mais simples, e podem ser resumidos em um únicodesejo – o de querer bem à pessoa amada, incondicionalmente.
Enfim, muitos tentaram explicá-lo, mas, como o amor é um sentimento vago e imensurável, qualquer explicação racional, logo se torna inútil e sem sentido. Isso deixa claro que o amor existe não para ter seu sentido elucidado, mas para ser sentido em sua plenitude. Ah, se no mundo as pessoas sentissem mais amor umas pelas outras...