Prefeito Márcio Hamilton Castrequini Borges (PMDB) e seu vice Antonio Cesar Inacio, o “Tunico” (PMDB)
Por João Leonel
Prefeito retorna ao cargo prevendo período difícil pela frente, mas não impossível de ser superado
Márcio Castrequini é casado com Waine de Fátima Gonçalves Borges, e pai de dois filhos, João Vitor e João Paulo. Professor e comerciante, já foi vereador por 2 Legislaturas (89-92 e 93-96). Candidatou-se ao cargo vice-prefeito em 1996. Foi eleito vice-prefeito por dois mandatos, (2001-2004 e 2005-2008). Eleito prefeito (candidato único) em 2008 volta ao cargo (também como candidato único) para a gestão 2017-2020.
O EXTRA: Já estão definidos os nomes para o “primeiro escalão” de seu futuro governo?
MÁRCIO CASTREQUINI: Em nosso município somos todos amigos e tenho bom relacionamento com todos os funcionários. Alterações vão ocorrer sim, mas nada que atrapalhe a funcionalidade do nosso município.
O EXTRA: Frente à crise que assola o Brasil, deixando Estados e Municípios em delicada situação financeira, quais suas prioridades de investimento a partir de janeiro e qual espera ser o maior desafio durante os próximos 4 anos no comando da Administração Municipal?
MÁRCIO CASTREQUINI: A crise é real, não podemos fingir que não existe diante das dificuldades que podemos enfrentar durante os 4 anos vindouros. “Gastar menos do que arrecadar”, este é o grande desafio, missão a ser cumprida. Se você, como gestor, prioriza só um setor como é que vão ficar os outros setores? Teremos um cuidado de zelar de todos. Na minha opinião, existe um tripé: Saúde, Educação e Geração de Emprego. Então, teremos que estar sempre mais ligados e essas áreas, mas não descuidando das estradas rurais, conservação da frota, limpeza da cidade, conservação dos prédios públicos, lazer, funcionários, etc.. Seguiremos esta linha de “investimentos”.
O EXTRA: Qual a situação financeira da Prefeitura de MIra Estrela? Há dívidas a pagar ou salários atrasados de servidores municipais?
MÁRCIO CASTREQUINI: Dívidas, quando você as assume para valer, é que encontra, de fato, o tamanho delas. É do meu conhecimento que vou pegar 3 parcelamentos do Fundo de Previdência dos anos 97-2000, 2001-2008 e 2013-2016, que hoje passa de R$ 1 milhão. E isso é preocupante, porque tenho que pagar o antigo e não posso atrasar o do nosso mandato, lembrando que quando fui prefeito, de 2009 a 2012, paguei todos os benefícios dos funcionários em dia. Também existe resto a pagar do meu mandato anterior, mais ou menos a quantia entre R$ 380 mil a R$ 400 mil. Sim, quando digo do meu período, sou bastante tranquilo com a verdade. À época, deixei empenhado para ser saldado R$ 780 mil, dentro da permissão da lei, e sobrando para ser pago por mim agora este valor, somando os dois valores já entro com R$ 1,4 milhão negativo no caixa. Mas, a preocupação maior é como vamos assumir o nosso município. Quando estávamos em campanha, na companhia com meu vice Tunico, é que nos deparamos e confirmamos pessoalmente o problema. Exemplo: zona rural. Só de mata-burros são mais de 50 para arrumar ou colocar novos; estradas quase todas para cascalhar; limpeza de esgotos; cortar e podar as árvores que estão invadindo as estradas; bocas de galerias, sendo que muitas estão quebradas; todo nosso patrimônio municipal, prédios públicos para serem reformados; a nossa frota de veículos para ser reparada, etc. Tudo isso, certamente, eleva e muito a “dívida” assumida.
O EXTRA: Quanto ao número de funcionários públicos, haverá necessidade de demissões ou cortes de benefícios?
MÁRCIO CASTREQUINI: Com certeza é a parte mais desagradável dos próximos prefeitos, pois se a preocupação é ‘gerar empregos’, como você vai desempregar? Vou assumir o município com 58 funcionários contratados deixados pela administração passada, alguns com vencimentos fora da realidade e horas extras, algumas delas, acima do novo teto salarial do ano que vem (2017). Será difícil, mas não impossível, e cada decisão tomada será as mais transparente possível.
O EXTRA: Você acredita que com recursos próprios – sem repasses da União ou Estado – conseguirá realizar alguma obra importante?
MÁRCIO CASTREQUINI: Sem repasses da União ou do Estado, não só o prefeito Márcio ficará impossibilitado de fazer alguma obra, seja ela expressiva ou não, mas praticamente todos os nossos amigos prefeitos, eleitos ou reeleitos, também ficarão. Mas confio em nossos representantes e sei das suas preocupações com o nosso povo e com os nossos municípios. Tanto o nosso governador Geraldo Alckmin quanto o nosso presidente Michel Temer têm o meu respeito e a minha confiança para que, juntos, possamos dar as mãos e atravessar este momento crítico. Tenho plena confiança de que iremos conseguir.
O EXTRA: O que espera de seu relacionamento com o Poder Legislativo?
MÁRCIO CASTREQUINI: O mais tranquilo possível, são todos meus amigos e pessoas merecedoras de ocupar o cargo de vereador. O meu vice-prefeito foi vereador por 4 mandatos, eu ocupei o cargo por 2 mandatos, fico muito tranquilo. É como sempre digo: quem já esteve lá na Câmara respeita o trabalho dos vereadores.
MENSAGEM FINAL: Pedir a Deus que nos dê vida, saúde e sabedoria para que possamos juntos cuidar da nossa gestão e do nosso município com bastante dedicação. Dizer às nossas famílias miraestrelenses, aos nossos funcionários que iremos caminhar diuturnamente com todos para que realmente a nossa Mira Estrela volte a brilhar. Aproveito a oportunidade e desejo a todos um Feliz Natal e um ótimo 2017. É o que desejam o prefeito Márcio, o vice Tunico e nossos vereadores.