Retrospectivas são óbvias nessa época. Não farei. Embora, platonicamente falando, rememorar é conhecer. Apesar de Platão estar meio “fora de moda”, além disso, também não sou seguidor de sua Filosofia, é inegável que relembrar é uma forma de aprender.
Todavia, prefiro olhar para frente. No máximo ater-me ao presente. De modo geral, o que passou, já era. Ficam lições, evidente.
Então, ao invés de falar de retrospectiva, proponho o porvir: que tal pensarmos em mudanças?
Não ocorreram? Lógico. No plano político, por exemplo, acabou a corrupção; a economia vai a plenos pulmões, o consumo exacerbado no Natal é uma prova cabal. Empregos são descartados. Empregadores estão a implorar pela permanência de seus empregados. A paz é tamanha que provoca tédio. O funcionalismo público estadual nunca foi tão bem tratado como agora. A Educação pública exagerou nos acertos. Vem mais por aí.
O que rever? Apenas para concluir que continuamos a errar?
Por isso pensemos à diante. Ao invés do passado o presente-futuro. Que tal se preocupar mais consigo, no sentido de se redimensionar ética e moralmente?
Explico: Se nos propusermos a nos tornarmos melhores – humanitariamente falando -, há de se constituir uma centelha que valha ser lembrada.
Mais altruísmo, mais coletivismo, mais sensatez, mais sinceridade, mais justiça, mais comunhão, mais compromisso, consigo e com o outro.
Quem sabe a próxima retrospectiva seja digna de ser ensinada.
Sinceramente, espero um 2017 melhor, para todos. Apesar de não serem todos que o mereçam.
Happy Days.
Santé!