Por Chico Piranha
Como estamos no final do ano, lembrei-me que certa ocasião o nosso amigo Besteti, da Distribuidora de Jornais, recebeu a visita de uns parentes de São Paulo, que vieram passar as festas aqui na terrinha, e, é claro, aproveitaram para pescar. Bom anfitrião por natureza, Besteti arranjou um tempinho extra e preparou toda a tralha, e na manhã da véspera da virada de ano, foram para o seu sítio, no Rio Grande, lá pelas bandas de Mira Estrela.
Chegando no local, logo trataram de providenciar iscas-vivas para a pescaria. Suaram frio, para como se diz, conseguir uns cinquenta e poucos durinhos e alguns camarões. Mais tarde começaram tentar capturar tucunarés com iscas artificiais e nada. O dia não estava apropriado e decidiram então, partir para a pesca de corvinas.
Para ajudar, o motor do barco começou apresentar problemas, mas decididos, foram remando, rasgando o rio até o pesqueiro. Depois de um suadouro danado, chegaram a tal famosa galhada da pedreira. Atracaram o barco na árvore, preparam as linhadas, e cadê as iscas?
Na afobação, a caixinha de isopor onde estavam as iscas vivas acabou ficando na margem do rio. Soltaram o barco e começaram remar de volta para a margem. Não havia outra alternativa, voltar e buscar as iscas era o único jeito de salvar a pescaria.
Chegando bem perto da margem, um bravo voluntário pulou do barco e foi buscar a caixa de isopor com as iscas-vivas. O rapaz botou a caixa de isopor no ombro e veio caminhando na direção do bote, com a água pela cintura. Faltando uns três metros para chegar ao barco, tropeçou numa pedra e tchibum... e lá se foi ele, o isopor e todos os peixinhos prá dentro d’água! Advinha se teve pescaria?