Waine de Fátim

O valor das coisas

O valor das coisas

Por Waine de Fátima Gonçalves Borges - Professora

Por Waine de Fátima Gonçalves Borges - Professora

Publicada há 8 anos

Quanto vale uma amizade? Amizade não tem preço. Amizade se conquista, se doa, sente-se e é sentido. Não é preciso cobranças. O verdadeiro amigo doa-se mesmo sabendo que correrá certos riscos, porque esses ricos nada valem diante da confiança de se estar acertando.


Qual o valor da palavra? Diria que não há valor para a palavra, a palavra mantém o poder. Recentemente constatei com meus próprios olhos e ouvidos esse fato. Fui à uma missa em que o padre, com o dom da palavra, leva multidão para suas pregações. As pessoas vão em busca de um conforto, de alento proferidas em suas palavras. Tanto a palavra falada como a cantada penetram no âmago de todos ali presentes. Enxerga-se a fé, a crença em cada olhar, em cada gesto.


Qual o valor que damos ao próximo? Àquele que mal conhecemos, mas que de certa forma faz parte do nosso viver. Muitas vezes julgamos pela aparência, pela posição social e o verdadeiro SER fica camuflado ou não queremos enxergar por nossa própria conveniência.


O quanto nos damos valor? Como diz as escrituras, devemos amar o próximo como a nós mesmos. Então, para amar o próximo, primeiro tenho que me amar. Amar meu corpo, meu caráter, minhas atitudes. E se não estiver amando é porque algo está errado. E devemos consertar o que está errado para não causar mais problemas ainda. E assim, amarmo-nos.


De acordo com a filosofia o ser humano tem por essência: a busca do conhecimento e o ato de valorar. Valorar é atribuir um juízo de valor sobre as pessoas e as coisas que nos rodeiam. A partir daí escolhemos o que é o valor positivo e o que é valor negativo, este é nosso livre arbítrio. Nossas escolhas, nosso viver.


Cabe a cada um de nós essas escolhas e essas valências. O mais importante é valorar pela essência e não pelo “quanto pesa”, pois do pó viemos e ao pó voltaremos independente de nossas posses materiais.


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