3 PONTOS

Trotes universitários

Trotes universitários

Publicada há 8 anos

Por Lívia Caldeira 


As principais universidades do Brasil começam a receber os calouros para fazer as matrículas nos cursos neste começo de ano. Passar no vestibular, além de vários sentimentos, novidades e mudanças na vida do estudante, também implica passar por um ritual: o trote.  Raspar a cabeça dos calouros, sujá-los com tinta e fazê-los dançar ou andar de mãos dadas, parece ser inofensivo. E é, desde que seja opcional. Mas em todo começo de ano letivo, centenas de denúncias de violência excessiva no “ritual de passagem” são registradas. O abuso dos veteranos nos trotes já resultou em casos chocantes noticiados pela imprensa. Esse é o tema do “Três Pontos” desta semana, que traz a opinião de três universitários de diferentes cursos e faculdades, confira:


“Interação saudável”


Minha experiência no trote da faculdade foi muito boa, meus “veteranos” sempre perguntavam se a gente queria participar dos trotes e, ao menos no meu curso, não houve nenhuma represália a quem não quis participar. Na verdade ajudou a nos internarmos já que em uma universidade federal tem pessoas de cidades, estados, meios sociais muito diferentes. Porém sei que muitos cursos da minha faculdade obrigam os alunos a realizarem atitudes vexatórias, até coagindo-os! Isso eu acho muito errado já que o papel dos “veteranos” é ajudar os novos alunos e promover a interação saudável.



(Gabriel Amaral – Estudante de Direito - UFMT)



“É só uma brincadeira”


Eu nunca passei por trote na faculdade, pois onde estudo não é permitido. Mesmo não tendo passado por essa experiência, acho que os trotes devem acontecer sim em todas as universidades. Na verdade, tudo não passa de uma brincadeira, que aliás, eu particularmente, acho legal. O objetivo é sempre descontrair, mesmo que em alguns casos o excesso resulte em “vexame” para aqueles que não se sentem bem com as brincadeiras. Na minha opinião, a tradição deve ser mantida!



(Bruno Henrique – Estudante de Agronomia - Unicastelo)

 

 

“O problema é quando passa dos limites”


O trote feito nas faculdades é uma recepção para os alunos novatos. A princípio, pode ser visto como algo divertido, mas o problema é quando passa dos limites e acaba gerando atos de violência: alunos são humilhados, oprimidos e obrigados a fazer o que não querem. Quando o trote se torna tortura, vexame, humilhação, é melhor que não seja feito. A questão é simples, o que não quero que façam comigo, também não devo fazer com os outros. Respeito recíproco deve ser a regra dos trotes.     



(Isamara da Silva – Estudante de Pedagogia – FEF)

                   


últimas