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Ator de 'Asa Branca', Felipe Simas tem problema que pode levar à perda da visão

Ator de 'Asa Branca', Felipe Simas tem problema que pode levar à perda da visão

Ele esteve em Fernandópolis gravando o filme

Ele esteve em Fernandópolis gravando o filme

Publicada há 1 mês

O ator Felipe Simas, ao lado da mulher Mariana, divulgando o problema na visão. Foto: Reprodução / Facebook

Da Redação / g1

O ator Felipe Simas revelou em vídeo divulgado nas redes sociais que tem um problema de saúde no nervo do olho que pode até comprometer, por completo, sua visão.

O post foi publicado ontem, segunda-feira, 29/04/2024, sendo que Felipe tinha acabado de retornar de Fernandópolis, onde ficou por vários dias durante processo de gravação do filme 'Asa Branca'.

Confira abaixo, em reportagem de Poliana Casemiro, do g1, o drama que afeta o ator que conquistou, com enorme simpatia, fãs em Fernandópolis e região.

O diagnóstico de neurite óptica, revelado pelo ator Felipe Simas, é uma inflamação do nervo do olho e pode ser o sintoma inicial de uma doença autoimune rara que afeta o sistema nervoso central e pode comprometer a visão por completo.

Em um vídeo divulgado nas suas redes sociais na segunda-feira (29), o artista contou que descobriu a condição ao ficar com a visão turva e embaçada.

Hoje, vim compartilhar com vocês um momento que afetou nossas vidas de forma inesperada. Eu, Felipe Simas, fui diagnosticado e enfrentei a neurite óptica, uma condição que pode ser um dos primeiros sinais da doença do espectro da neuromielite óptica (NMOSD) — uma doença autoimune rara que afeta o sistema nervoso central, principalmente o nervo óptico e a medula espinhal.

O que é a neurite óptica

A neurite óptica é uma inflamação do nervo óptico e pode ser um indicativo de neuromielite óptica (NMOSD), doença autoimune que tem vários estágios.

A NMOSD faz com que o nosso organismo crie anticorpos contra a mielina.

A mielina é uma membrana formada por lipídios e proteínas. Ela fica no entorno dos axônios, que transmitem as informações dos neurônios para o cérebro. A principal função é acelerar os impulsos nervosos.

Com o ataque do próprio corpo, o resultado é uma inflamação que deixa o impulso nervoso mais lento ou até interrompido.

No caso da neurite óptica, o ataque ocorre no nervo óptico, afetando a visão da pessoa.

“Quando a mielina é destruída, o impulso fica ineficaz, causando danos neurológicos. No caso do nervo óptico, ela se manifesta com a visão borrada, dificuldade para ver o contraste entre as cores e até a perda de visão”, explica a médica neurocirurgiã Talita Sarti, da BP (Beneficência Portuguesa de São Paulo).

Além de atingir o nervo óptico, ela também pode afetar a medula. Nessa região, o ataque diminui os impulsos nervosos e o resultado é o formigamento dos membros (pernas e braços) e dificuldade motora.

 “A esclerose múltipla pode pegar também o nervo óptico e a medula, como a neurite, mas ela atinge predominantemente o cérebro. Além disso, ela não tem esses anticorpos como agressores na doença. É uma doença também autoimune, mas com outra forma de agressão”, explica o neurologista José Renato Bauab, médico do Hospital Sírio Libanês.

Sintomas

A manifestação mais comum da neuromielite óptica é a visão afetada. Em geral, os danos são reversíveis. Ou seja, a pessoa volta a enxergar, mas pode levar até três meses de tratamento, que, em geral, é feito com corticoides.

Apesar disso, os médicos alertam que há casos de danos irreversíveis e, por isso, é preciso procurar um médico oftalmologista ou neurologista aos primeiros sinais, como borrão na vista, visão turva e dor nos olhos.

“O importante é buscar ajuda médica porque a neurite, que é essa inflamação, pode ser indício da doença autoimune neuromielite. Com isso, a pessoa pode ter manifestações de perda de visão e de movimento ao longo da vida”, alerta a médica Talita Sarti.

Tratamento

O neurologista José Renato Bauab explica que, nesses casos, é preciso tratamento com medicamentos que diminuam o ataque à membrana.

O tratamento é feito com medicamentos que controlam esse ataque. Ou seja, que controlam o sistema imunológico. Com isso, diminui um pouco a imunidade do paciente.

— José Renato Bauab, neurologista

Os médicos ainda explicam que ela é mais comum durante a fase adulta, a partir dos 20 anos e em mulheres— que têm predisposição maior a doenças autoimunes.

Fonte: https://g1.globo.com/

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