O céu e o inferno íntimos. Onde estão?

O céu e o inferno íntimos. Onde estão?

Leia também: Acordemos! Por: Chico Xavier / André Luiz

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Publicada há 1 semana

MINUTINHO

Acordemos

Por: Chico Xavier / André Luiz

É sempre fácil examinar as consciências alheias, identificar os erros do próximo, opinar em questões que não nos dizem respeito, indicar as fraquezas dos semelhantes, educar os filhos dos vizinhos, reprovar as deficiências dos companheiros, corrigir os defeitos dos outros, aconselhar o caminho reto a quem passa, receitar paciência a quem sofre e retificar as más qualidades de quem segue conosco.

Mas enquanto nos distraímos em tais excursões a distância de nós mesmos, não passamos de aprendizes que fogem, levianos, à verdade e à lição.

Enquanto nos ausentamos do estudo de nossas próprias necessidades, olvidando a aplicação dos princípios superiores que abraçamos na fé viva, somos simplesmente cegos do mundo interior relegados à treva...

Despertemos, a nós mesmos, acordemos nossas energias mais profundas para que o ensinamento do Cristo não seja para nós uma benção que passa, sem proveito à nossa vida, porque o infortúnio maior de todos, para a nossa alma eterna é aquele que nos infelicita quando a graça do Alto passa por nós em vão.


CRÔNICA

O céu e o inferno íntimos

Por: Redação Meu Sonho Não Tem Fim 

Conta-se que certo dia, um samurai, grande e forte, conhecido pela sua índole violenta, foi procurar um sábio monge em busca de respostas para suas dúvidas.   

- Monge - disse o samurai, com desejo sincero de aprender - ensina-me sobre o céu e o inferno.

O monge, de pequena estatura e muito franzino, olhou para o bravo guerreiro e, simulando desprezo, lhe disse:

- Eu não poderia ensinar-lhe coisa alguma, você está imundo. Seu mau cheiro é insuportável.

- Ademais, a lâmina da sua espada está enferrujada. Você é uma vergonha para a sua classe.

O samurai ficou enfurecido. O sangue lhe subiu ao rosto e ele não conseguiu dizer nenhuma palavra, tamanha era sua raiva.

Empunhou a espada, ergueu-a sobre a cabeça e se preparou para decapitar o monge.

- Aí começa o inferno, disse-lhe o sábio mansamente.

 O samurai ficou imóvel. A sabedoria daquele pequeno homem o impressionara. 

Afinal, arriscou a própria vida para lhe ensinar sobre o inferno.

O bravo guerreiro abaixou lentamente a espada e agradeceu ao monge pelo valioso ensinamento.

O velho sábio continuou em silêncio.

 Passado algum tempo, o samurai, já com a intimidade pacificada, pediu humildemente ao monge que lhe perdoasse o gesto infeliz. 

Percebendo que seu pedido era sincero, o monge lhe falou:

- Aí começa o céu.

O texto é de livre manifestação do signatário que apresenta e defende suas ideias e opiniões, a partir da interpretação de fatos e dados e não reflete, necessariamente, a opinião do 'O Extra.net'.

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