Conto o milagre, mas não conto o nome do “santo”, nem sob tortura. O sujeito, um jovem e bem sucedido empresário aqui da terrinha, conhecido de todo mundo, dia desses passou uma animada noitada numa festa de peão em uma cidade aqui da região. Boa pinta e bom papo, o solteirão convicto logo caiu na gandaia e acabou tomando todas e mais algumas. E lá pelas tantas da madrugada, já bem travado e cercando frango, resolveu tirar o time de campo.
Vindo pela rodovia, de longe percebeu uma blitz da polícia rodoviária. Começou rezar para tudo que era santo que conhecia e lembrava o nome, para não ser parado pelo comando. Mas não deu certo. Quando foi parando no acostamento, por pouco não atropelou um dos guardas. Claro, estava vendo tudo dobrado. E o policial, prá lá de desconfiado, pediu para que ele descesse do carro. E aí veio a pior das sentenças – “Vamos fazer o teste do bafômetro!
Quando pensou que a casa tinha caído, de repente um caminhão que vinha em sentido contrário, saiu pelo acostamento, acabou tombando e a carga se espalhou por toda a pista. Os guardas disseram para ele ir embora, porque iam ter que atender o acidente. Mais do que depressa, entrou no carro e se mandou. O céu estava conspirando à seu favor, pensou, feliz da vida... e pé na tábua!
Chegou em casa, nem sabe como, tirou a camisa e os sapatos e se jogou na cama. Desmaiou. Mas por pouco tempo, porque daí à pouco, ás sete da manhã, sua mãe o acordou perguntando assustada:
--- Filho, de quem é aquela viatura estacionada dentro da nossa garagem?