Waine de Fátim

Questão de educação

Questão de educação

Por Waine de Fátima Gonçalves Borges - Professora

Por Waine de Fátima Gonçalves Borges - Professora

Publicada há 8 anos

Recentemente, ao assistir a abertura da Campanha da Fraternidade, organizada pela Igreja Católica e cujo tema está relacionado com o meio ambiente, constatei que tudo é uma questão de educação. Após apresentar a proposta da campanha, objetivos, dados e ações a serem executadas à favor da nossa biodiversidade, os presentes puderam se pronunciar dando opiniões, depoimentos, desabafos e relatos de experiências vividas. 


Neste evento estavam presentes representantes da sociedade civil, governamentais, sociais, educacionais, gestores, agricultores, engenheiros e o clero, é claro. A cada palavra proferida, todas sem exceção sobre-cai na questão da educação, ou melhor dizendo, na não educação.


Educação em um âmbito geral. Iniciando nos lares e estendendo-se às instituições de ensino. O mais engraçado (humor negro, na verdade) é que nas instituições educacionais são desenvolvidos vários projetos voltados a preservação ambiental, do patrimônio e assim por diante. Mas ao término do projeto nota-se que a aprendizagem foi finita também. Então, na realidade, não houve aprendizado, não houve interiorização para poder aplicar esses conhecimentos no dia-a-dia. Eis a questão: se há investimento, se há ações desenvolvidas, onde está a falha? Esta é uma questão que não se cala, a muito se questiona e a resposta está à milhas de distância. Talvez nos falte a competência por falta de habilidade que não nos foi oferecida. A uns trinta anos atrás, alguns países receberam uma ajuda financeira para seu desenvolvimento e progresso. Um exemplo é a Coréia e o Brasil. 


Informação está coletada em um dos discursos na abertura da citada campanha. A Coréia, habilmente investiu na educação de seu povo para que este aprendesse a construir um país forte e sustentável, preparou a nova geração para um futuro promissor, ensinou a base para que fosse sólida, uma vez que um país se faz com pessoas. O Brasil, foi o revés, investiu em infraestrutura e esqueceu de preparar pessoas para cuidar de tal. E assim, temos uma velha geração (não tão velha) que tem que cuidar, zelar e manter um país, sem uma base sólida. Cuidar de muito concreto e não deixar ruir o pouco que investiram em nossa educação que, na grande maioria, é a representação do caos. Por essas e outras é que tudo não passa de uma questão de educação. E a nossa está literalmente passando como um tornando que deixa em seus rastros destroços e mais destroços.


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