filósofo germânico nos ensinou que os valores decadentes, egressos da moral judaico-cristã, domesticam, amesquinham, apequenam e enfraquecem o “Humano, demasiado Humano”. Portanto, valores como ressentimento, rancor, são preponderantes para a constituição do “mini-homem”.
Aprendo com meu filho. Todas as vezes que critico alguém, cujo erro apontado está no passado, Perseu, com a sabedoria nietzschiana, diz: “- Pai, esquece isso. Pra que ficar guardando rancor?”. Depois de ouvi-lo repetir esse “mantra” em diversas situações, penso: Está correto. Uma vida sem esses sentimentos é mais nobre. Não raro, no belíssimo e fundamental “Assim Falava Zaratustra”, Nietzsche utiliza a metáfora do anão a representar o ressentimento.
Meu filho dá lições cotidianas de nobreza e altivez, próprias de um espírito-livre, daquele que caminha para o “Além-do-homem” propalado por Nietzsche. Diante disso, aproveito o momento de sua passagem natalícia no próximo dia dez para felicitá-lo e externar minha alegria e contentamento de poder orgulhar-me de tê-lo como meu filho.
Perseu, te amo e me orgulho de ti. Um grande beijo. Com amor de seu pai.