Pe. Natalino S

Planeta 'casa comum'

Planeta 'casa comum'

Por Pe. Natalino Sérgio De Araújo - Coordenador Diocesano

Por Pe. Natalino Sérgio De Araújo - Coordenador Diocesano

Publicada há 8 anos

Nosso Planeta está gritando por socorro! Nosso compromisso é de estarmos sempre atentos á realidade deste grito, nos envolvendo e conscientizando – nos com as questões socioambientais, situação que envolve ar, terra, água e os seres vivos. A cada ano, a igreja Católica do Brasil lança um tema na Campanha da Fraternidade, voltado a uma realidade a ser abordada. Neste ano, a Campanha da Fraternidade retoma um tema ligado à ecologia. Fraternidade: Biomas Brasileiros e Defesa da Vida, tendo como lema: “Cultivar e guardar a criação” (Cf Gn 2, 15). Nossa principal preocupação é o bem estar da população brasileira, e assim devemos cuidar do que é nosso. 


O Criador foi pródigo com o Brasil. Concedeu-lhe uma diversidade de biomas que lhes confere extraordinária beleza (Papa Francisco). Os sinais de agressão à nossa casa comum e da degradação da natureza estão por todo lado, e devemos nos alertar a estarmos atentos aos desafios e problemas ecológicos. A Natureza nos convida a agradecer e respeitar a biodiversidade que está presente nos diversos biomas do Brasil, sendo eles: Amazônia, Caatinga, Cerrado, Mata Atlântica, Pantanal e Pampas, advindos da criação perfeita de Deus, através da diversidade dos seres vivos neles presentes. Atualmente, se faz necessário conhecer e aprender com o ser humano a sua relação com a natureza, levando em consideração e respeitando nossa “casa comum”. 


A questão socioambiental deve ser uma preocupação de nossos municípios como uma política de participação governamental, e dos munícipes para conscientizar de que a natureza é uma responsabilidade de todos, onde cada um pode ajudar a preservá-la através de mobilizações, campanhas e iniciativas populares. 


O grito da natureza é um pedido de socorro perpassando desde uma tomada de consciência na vida educacional, social e política, tendo à frente as relações humanas dentro da sociedade em que vivemos, especialmente da relação explorado/explorador, e de como levar desde a criança até o idoso a atuar numa transformação do homem frente à natureza. “No decorrer da história humana, particularmente no Brasil, os biomas estão sendo explorados e degradados, afetando gravemente a biodiversidade da qual dependemos.” Não devemos apenas sair às ruas ou dizer que a natureza está necessitando de nossa ajuda, mas sim irmos além do ativismo de um grito de socorro, voltando-nos para uma prática da preservação do meio ambiente. 


Devemos iniciar nossos gestos concretos a partir de nossas casas com a limpeza de nossos quintais para não haver proliferação do mosquito Aedes aegypti, agente causador da Dengue, Zika e Chikungunya, como também verificar a situação dos nossos aterros sanitários, saneamento básico, preocupação com as APPs (Áreas de Preservação Permanente), plantio de árvores, cuidado com as matas ciliares e nascentes de rios. Esses cuidados.


últimas