NA CURVA DO RIO

Pangaré velhaco

Pangaré velhaco

Por Chico Piranha

Por Chico Piranha

Publicada há 8 anos


Na fazendinha do Compadre Geraldo de Mello, lá pelas bandas de Aparecida do

Taboado, havia um pangaré que era mais velhaco que “burro Estrela”. Durante o dia, no

horário do batente, o bicho sumia e só aparecia no finzinho da tarde. Isso era todo santo

dia, e o coitado do capataz, o velho e bom Juca Lustroso  já havia perdido a paciência

com o “Ventania”. Um belo dia, de tanto matutar no assunto, teve aquilo que se pode

chamar de uma “ideia luminosa” para acabar com a mamata do “brioso”.

Conseguiu achar uma velha sineta e a colocou pendurada no pescoço do cavalo.

“Quero ver esse safado me enganar agora”, pensou satisfeito o capataz Juca Lustroso.

Soltou o bicho no pasto e o “Ventania” azulou no mundo, tomou chá de sumiço do mesmo

jeito.

Mais tarde, precisando do cavalo, ele virou a fazenda de pernas prô are nada de achar

o pangaré.. Passou o dia todo procurando o bicho e só no finalzinho da tarde foi encontrar o

danado, quietinho, deitado no meio de uma baita moita de “arranha-gatos”... e quando a

mosquitaiada juntava, o safado nem balançava o rabo eprá não fazer barulho, soprava as

moscasde um lado para outro... fuuu... fuuu...




últimas