Minutinho: Reflexão
Por: Augusto Cury
Todos nós passamos por dificuldades na vida. Para alguns falta o pão na mesa, a outros a alegria da alma.
Muitos lutam para sobreviver, outros são ricos, mas mendigam o pão da tranquilidade e da felicidade.
Não adianta dominar o mundo lá fora e não dominar o mundo interior, o enorme território da sua alma.
De que adianta ser um gigante na ciência, mas um frágil menino que não consegue navegar nas águas da emoção?
Quando a humanidade aprender a amar, derramará lágrimas de alegria. Sentirá, não pelas guerras, mas pelas injustiças. Aprenderá que não encontrará a felicidade mesmo que percorrer todo universo.
A felicidade, Deus escondeu em um lugar que ninguém pensa em procurar: dentro de si mesmo.
Minutinho: Ante os deficientes
Por: Nancy Puhlmann Di Girolamo
Há algum tempo, em Roma, os jornais noticiaram que um jovem pai lançou seu filho, Ivano, um bebê deformado, de uma ponte do rio Tibre. “Meu filho nunca me teria perdoado se eu o tivesse deixado viver somente para sofrer”, disse o pai, justificando a sua atitude.
Numa pesquisa de opinião, realizada por jornalistas europeus, na capital italiana, na ocasião, foi verificado que setenta e seis pessoas entre cem tendem à eliminação dos atípicos, porque pensam que a vida na Terra não é feita para sofrer.
Em 10 de maio de 1912, em Nova York nasceu o menino Henry Viscardi Jr. Filho de um barbeiro, imigrante italiano, ele não tinha as duas pernas. No seu lugar, apenas dois cotos, exatamente como o pequeno Ivano.
Seus pais o amaram e o criaram com duplicado carinho.
Até os vinte e cinco anos de idade, ele não tinha mais do que um metro de altura e andava, graças a umas botas enormes, que pareciam luvas de boxe. Frequentava a universidade, custeando os seus estudos, trabalhando como juiz de basquetebol, garçom e repórter. Aos vinte e seis anos passou a utilizar pernas artificiais. A operação foi gratuita. O médico lhe disse: Um dia, faça alguma coisa por outros deficientes. Então, a dívida estará quitada.
Casado e com filhos, Henry se tornou presidente de uma indústria de peças de automóveis, competindo no grande mercado industrial de Nova York.
O importante a salientar, em sua indústria, é que todos que ali trabalhavam, desde o presidente ao faxineiro, eram deficientes físicos ou mentais. Tetraplégicos, em macas, usavam alguns dedos das mãos. Senhoras com deficiência mental confeccionavam trabalhos, num perfeito desafio à dignidade humana.
Ele escreveu um livro, que se tornou um verdadeiro best-seller, em todo o mundo: Nós poderemos vencer. A primeira página é dedicada à sua mãe. A apresentação da obra é feita pela senhora Eleanor Roosevelt, esposa do ex-presidente americano Theodore Roosevelt.
E aí, nos perguntamos: Será que o pequeno Ivano, lançado ao Tibre, não teria nascido para fazer na Europa o que o seu colega Henry realizou nos Estados Unidos?
Do livro “As aves Feridas na Terra voam”.
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