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Fernandópolis intensifica combate à Leishmaniose Visceral
Fernandópolis intensifica combate à Leishmaniose Visceral
Equipe percorre bairros da cidade para recolher sangue de cães para evitar a propagação da doença
Equipe percorre bairros da cidade para recolher sangue de cães para evitar a propagação da doença

Foto: Divulgação / Fonte: PMF
Da Redação
A Prefeitura de Fernandópolis através da Secretaria de Saúde mantém, neste início de 2026, as ações estratégicas de combate à Leishmaniose Visceral. Uma equipe composta por nove agentes percorre os bairros da cidade realizando a coleta de sangue de cães para detectar possíveis contaminações. O trabalho preventivo evita que a doença possa propagar pelo município. No ano passado foram notificados em cães 245 casos da doença. Nenhum ser humano foi contaminado, segundo a Secretaria de Saúde.
Além do monitoramento sorológico, as equipes realizam um trabalho educativo, orientando tutores sobre medidas de prevenção. Segundo a veterinária do Centro de Controle de Zoonoses (CCZ), Daiane Fazzio, a vigilância deve ser constante, especialmente na região Noroeste paulista. Acredita-se que a introdução do parasita na região esteja historicamente ligada ao tráfego de trens, cujas cargas de grãos podem ter transportado os vetores.
Transmissão e Cuidados
A Leishmaniose Visceral é transmitida pela picada do mosquito-palha, que se reproduz em locais úmidos com acúmulo de matéria orgânica, como folhas secas, restos de alimentos e fezes de animais (porcos e galinhas). O ciclo da doença ocorre quando o mosquito pica um cão infectado e, posteriormente, transmite o protozoário ao ser humano.
A médica veterinária alerta que o mosquito-palha possui hábitos noturnos, o que aumenta o risco durante passeios no final do dia. "O ideal é passear com os animais em ambientes limpos, evitando locais com podas de árvores ou vegetação em decomposição", orienta Daiane Fazzio.
Sintomas no Animal e no Homem
É fundamental que a população saiba identificar os sinais de alerta:
Nos cães: Emagrecimento progressivo, queda de pelos, crescimento excessivo das unhas, fraqueza e feridas no focinho, orelhas, olhos e patas.
Nos seres humanos: Febre baixa e persistente, perda de peso e de apetite, anemia, fraqueza, hemorragias e aumento do fígado e do baço.
No organismo humano, o parasita ataca as células de defesa e se concentra na medula óssea, no fígado e no baço. Sem o diagnóstico precoce e o tratamento adequado, a doença pode ser fatal. A recomendação da Secretaria de Saúde é que, ao notar sintomas ou presença de criadouros do mosquito, o cidadão entre em contato com o Centro de Controle de Zoonoses de Fernandópolis.
Como evitar a doença?
Onde o mosquito se esconde: Quintais com muita folhagem e sujeira.
Dica de prevenção: Mantenha o quintal sempre limpo e evite passear com o pet em locais com mato alto à noite.
Ação da Prefeitura: Agentes estão nos bairros realizando testes gratuitos em cães. Receba a equipe!
Fonte: Secretaria de Comunicação de Fernandópolis