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Tortura! Namorado é preso por agressões e cárcere privado

Tortura! Namorado é preso por agressões e cárcere privado

Acusado já havia sido casado e possuía registro de agressão contra a ex-esposa

Acusado já havia sido casado e possuía registro de agressão contra a ex-esposa

Publicada há 1 hora

Fotos: Reprodução / Fonte: Gazeta do Interior

Da Redação

Uma jovem de 28 anos, moradora de Ibirá (SP), sobreviveu a dias de tortura, espancamentos e humilhações praticadas pelo namorado, de 40 anos, em São José do Rio Preto (SP). O agressor, que já tinha passagens pela polícia e histórico de violência contra mulheres, foi preso preventivamente após a vítima conseguir ser resgatada.

Segundo o relato da jovem, o relacionamento começou há cerca de cinco meses, em Urupês (SP). No início, ela não percebeu sinais de comportamento agressivo, mas com o tempo descobriu mentiras sobre a idade do companheiro e seu passado criminal. O homem já havia sido casado e possuía registro de agressão contra a ex-esposa, que inclusive pediu medida protetiva contra ele.

Nos primeiros meses do namoro, a vítima também chegou a registrar agressões, obtendo uma medida protetiva. Porém, acabou reatando o relacionamento após ser convencida pelas promessas de mudança do agressor. Ele então alugou uma casa no bairro Parque Residencial da Lealdade, em Rio Preto, onde o pesadelo começou.

De acordo com o boletim de ocorrência, em 15 de agosto, o homem teve uma crise de ciúmes e manteve a jovem em cárcere privado durante três dias. Nesse período, ela foi brutalmente agredida com socos e chutes — inclusive nos pés, para dificultar sua locomoção —, teve parte do cabelo cortado como forma de humilhação e foi impedida de se comunicar livremente. O agressor ainda chegou a utilizar o celular da vítima para enviar mensagens em nome dela, na tentativa de disfarçar o sequestro.

O tormento terminou em 18 de agosto, quando o agressor, temendo que a jovem morresse, entrou em contato com o pai dela, Décio Etori Canossa, informando o local onde estava. O pai a encontrou em estado grave e a levou imediatamente para a Santa Casa de Ibirá. Diante da gravidade das lesões, ela foi transferida para o Hospital de Base de São José do Rio Preto, onde passou por uma cirurgia de seis horas.

O pai agradeceu pela sobrevivência da filha e pediu justiça:

“Graças a Deus ela está viva. Agora ele vai ter que pagar pelo que fez.”

Ainda em recuperação física e psicológica, a jovem desabafou sobre o trauma:

“O que mais me dói não são só as marcas no corpo, mas o trauma que vou carregar pelo resto da vida.”

O caso está sendo investigado pela Delegacia de Defesa da Mulher (DDM) de Rio Preto. A polícia apura se o crime será enquadrado como tentativa de feminicídio. O agressor permanece preso preventivamente.

Contexto

De acordo com dados da Secretaria de Segurança Pública de São Paulo (SSP), casos de violência doméstica e tentativa de feminicídio têm crescido na região de Rio Preto. Especialistas reforçam a importância da denúncia precoce e do cumprimento rigoroso das medidas protetivas para evitar tragédias.

A OAB e organizações de defesa da mulher da região se colocaram à disposição para oferecer apoio jurídico e psicológico à vítima.

ATENÇÃO! 

Violência contra a Mulher

A Central de Atendimento à Mulher - Ligue 180 - é um serviço de utilidade pública essencial para o enfrentamento à violência contra as mulheres. A ligação é gratuita e o serviço funciona 24 horas por dia, todos os dias da semana. O Ligue 180 presta os seguintes atendimentos:

- orientação sobre leis, direitos das mulheres e serviços da rede de atendimento (Casa da Mulher Brasileira, Centros de Referências, Delegacias de Atendimento à Mulher (Deam), Defensorias Públicas, Núcleos Integrados de Atendimento às Mulheres, entre outros.;

- informações sobre a localidade dos serviços especializados da rede de atendimento;

- registro de reclamações e elogios sobre os atendimentos prestados pelos serviços da rede de atendimento.

É possível fazer a ligação de qualquer lugar do Brasil ou acionar o canal via chat no Whatsapp (61) 9610-0180. Em casos de emergência, deve ser acionada a Polícia Militar, por meio do 190.

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