MEIO AMBIENTE
Polícia Ambiental reforça fiscalização nos rios da região durante a piracema
Polícia Ambiental reforça fiscalização nos rios da região durante a piracema
Foco do policiamento náutico está nos rios Tietê, Grande, Paraná e Pardo
Foco do policiamento náutico está nos rios Tietê, Grande, Paraná e Pardo
Da Redação
A Polícia Militar Ambiental, com base em São José do Rio Preto, intensificou as ações de fiscalização nos rios da região por meio da Operação Impacto Piracema, uma força-tarefa voltada à proteção da fauna aquática e à segurança nas áreas rurais. A operação ocorre durante o período da piracema, que se estende de novembro até o final de fevereiro, fase crucial para a reprodução dos peixes.
Durante esse período, diversas espécies sobem os rios da Bacia do Rio Paraná para desovar, garantindo a renovação natural dos estoques pesqueiros. O objetivo principal da operação é coibir a pesca predatória e ilegal, assegurando que o ciclo reprodutivo dos peixes não seja interrompido.
Para cobrir as regiões Noroeste e Nordeste do Estado de São Paulo, a operação mobiliza uma estrutura integrada que envolve a Polícia Militar, Polícia Rodoviária e o Comando de Aviação, com emprego de embarcações, viaturas terrestres e apoio aéreo.
As ações também contam com a cooperação da Polícia Militar Ambiental de Minas Gerais, especialmente no monitoramento das áreas de divisa entre os dois estados. O foco principal do policiamento náutico está nos rios Tietê, Grande, Paraná e Pardo, além de grandes reservatórios, locais que costumam registrar aumento significativo de pescadores e veranistas nesta época do ano.
Além da fiscalização nas águas, o patrulhamento terrestre foi reforçado em estradas vicinais, áreas rurais e propriedades próximas aos rios. Essas ações contam com o apoio de equipes especializadas, como o GEPAAR (Grupo Especializado de Policiamento Ambiental em Áreas Rurais), que atua em regiões de difícil acesso.
Segundo a Polícia Ambiental, além dos crimes ambientais, o trabalho preventivo também busca coibir delitos comuns no meio rural, como furtos de máquinas agrícolas, defensivos e insumos, ampliando a sensação de segurança de produtores e moradores de áreas isoladas.
Durante o período da piracema, a legislação ambiental impõe restrições rigorosas à pesca, permitindo apenas modalidades específicas, como a pesca de subsistência em alguns casos, conforme normas estaduais e federais. O descumprimento pode resultar em multas elevadas, apreensão de equipamentos, embarcações, veículos e até prisão, conforme previsto na Lei de Crimes Ambientais (Lei Federal nº 9.605/1998).
A Polícia Ambiental reforça que o respeito às regras é essencial não apenas para a preservação do meio ambiente, mas também para a sustentabilidade da atividade pesqueira e do agronegócio, que dependem do equilíbrio dos recursos naturais.
As autoridades acreditam que a presença ostensiva das equipes nos rios e estradas funcione como fator de inibição de práticas ilegais e, ao mesmo tempo, como suporte de segurança para a população da região.

Foto: Divulgação / Fonte: PMA-SP