
Imagem: Reprodução / Fonte: Ilha de Notíciais
Da Redação
A Polícia Civil de Ilha Solteira (SP) esclareceu, nesta terça-feira (4), que o caso das balas com pregos distribuídas durante as comemorações de Halloween na cidade foi provocado por uma criança. A informação foi confirmada pela delegada da Delegacia da Mulher, Carolina Tucunduva, responsável pelas investigações.
Segundo a delegada, após a ampla repercussão nas redes sociais, os pais da criança procuraram a delegacia e relataram que ela havia confessado ter colocado pequenos pregos dentro de algumas balas antes de distribuí-las.
“Como se trata de uma criança, não há configuração de crime. Ainda assim, o caso será encaminhado ao Conselho Tutelar e ao Centro de Atenção Psicossocial (CAPS) para acompanhamento e avaliação”, explicou Carolina Tucunduva.
De acordo com a polícia, o objetivo do encaminhamento é entender o contexto da ação, verificando se a atitude foi apenas uma brincadeira relacionada ao tradicional “doces ou travessuras” do Halloween ou se há necessidade de apoio psicológico.
Entenda o caso
O episódio ganhou grande repercussão no fim de semana, quando moradores de Ilha Solteira começaram a relatar nas redes sociais que crianças teriam recebido balas com pregos durante festas e brincadeiras de Halloween.
A denúncia inicial foi feita pelo conselheiro tutelar Clodomiro Rodrigues, que organiza, junto com a esposa, Rosa, uma tradicional festa temática de Halloween na cidade. O evento aconteceu na noite de sexta-feira (31), no Passeio Caxambu, e reuniu dezenas de crianças e adolescentes fantasiados.
Segundo Clodomiro, após a festa, surgiram relatos de que algumas crianças encontraram objetos metálicos dentro das balas recebidas nas proximidades do local. Após a publicação do alerta nas redes sociais, outros dois casos semelhantes foram mencionados por famílias da cidade.
A Polícia Civil iniciou uma investigação para apurar as denúncias, recolheu embalagens e ouviu testemunhas. Com o depoimento dos pais e a confirmação da autoria pela criança, o caso foi encerrado sem indícios de dolo ou participação de adultos.
Apesar do alívio diante da ausência de crime, a delegada reforçou a importância da supervisão dos pais e responsáveis sobre o comportamento das crianças e o monitoramento de brincadeiras que envolvem riscos.
“A orientação é sempre observar, conversar e acompanhar de perto o que os filhos estão fazendo, principalmente em épocas de festividades, para evitar situações que possam gerar medo ou pânico na comunidade”, destacou Tucunduva.
A Prefeitura de Ilha Solteira, por meio do Conselho Tutelar, informou que o caso seguirá em acompanhamento sigiloso.