
Minutinho: Obreiros de boa vontade
Por: Madre Teresa de Calcutá
A obra do Senhor conta com servidores de todas as latitudes, tendências e direções.
Alguns somente cooperam em tarefas que lhes agradem. São os “obreiros caprichosos”.
Outros não colaboram, se a multidão dos amigos não lhes observa os esforços. São os “obreiros vaidosos”.
Alguns ajudam, segundo as circunstancias do tempo. São os “obreiros inconstantes”.
Vários comparecem, a fim de reparar as contribuições alheias. São os “obreiros levianos”.
Diversos colaboram indicando os defeitos dos companheiros. São os “obreiros escarnecedores”.
Muitos auxiliam, quando há benefícios imediatos. São os “obreiros oportunistas”.
Não poucos surgem no serviço, reclamando as vantagens para o seu círculo pessoal. São os “obreiros egoístas”.
Grande parte intervém no trabalho, discutindo direitos e prioridades, privilégios e favores para si ou para aqueles que se lhes façam simpáticos. São os “obreiros apaixonados”.
Inúmeros aparecem nos quadros da ação, enganando o tempo e menosprezando-o, recebendo sem dar, desfrutando sem retribuir e absorvendo a luz e a benção sem irradiá-las. São os “obreiros infelizes”.
Mas, o Mestre Glorifica-se nos Cooperadores que não cogitam de prerrogativa e remuneração, que servem onde, como e quando determina a sua Vontade Sabia e Soberana. São os “obreiros da boa vontade”.

Crônica: Da parada
Por: Paulo Coelho
Não se esqueça que, às vezes, é preciso parar. Caso contrário, os pés ficam feridos, a mente se distrai, e o cansaço empobrece a busca.
A tradição acadêmica tem o “ano sabático”: a cada sete anos de trabalho, o professor passa um ano longe da Universidade. Ao sair da rotina, ele abre espaço para novos conhecimentos.

Na antiguidade, os camponeses dividiam sua terra em sete terrenos: a cada ano, um deles ficava abandonado, sem produzir nada. Ali cresciam ervas daninhas, mato, tudo que a natureza tivesse vontade de produzir sem interferência do homem. Desta maneira, a terra se revigorava e era capaz de, no ano seguinte, aceitar a semente do agricultor.
Quem não para por livre vontade, termina sendo paralisado pela vida. Na busca - como em tudo o mais - ação e inação tem a mesma importância.
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