POLÍTICA

Fernandópolis e noroeste paulista viram campo de batalha eleitoral para 2026

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Disputa pela Câmara Federal reúne veteranos, novatos e amplia fragmentação do voto regional

Disputa pela Câmara Federal reúne veteranos, novatos e amplia fragmentação do voto regional

Publicada há 3 horas

Preliminarmente, é preciso esclarecer: a relação nominal aqui apresentada não esgota todos os pretensos candidatos ao cargo de deputado federal — nem há essa pretensão. O que se expõe é um recorte seguro da profusão de nomes que já se colocam (de forma definitiva ou em fase de consolidação) na disputa que se projeta como acirradíssima.

Sem margem para erro, pode-se afirmar: a eleição de outubro próximo será marcada por um intenso embate na busca pelos votos do eleitorado do Noroeste Paulista e mais especificamente no colégio eleitoral fernandopolense.

Os nomes já posicionados

Considerando apenas o Parlamento Federal, aos já confirmados ou com boas possibilidades de o sê-lo e restringindo-nos aos que têm raízes sólidas na região, figuram no radar eleitoral:

  1. Fausto Pinato (PP)
  2. Edinho Araújo (MDB)
  3. Bruno Lima (PP)
  4. Luis Carlos Motta (PL)
  5. Otávio Gomes (PSD)
  6. Antônio Carlos Rodrigues (Podemos)
  7. Delegado Paulo Bilynskyj (PL)
  8. Dalbert Mega (PRD)
  9. João Dado (PL)
  10. Guilherme Piai (Republicanos)

E o rol tende a crescer. No grupo político que sufragou a vitória municipal da dupla João Paulo Cantarella e Marcos Mazetti, ventila-se — e com consistência — a possibilidade de apresentação de candidaturas tanto ao pleito federal quanto ao estadual.

O histórico recente como termômetro

Na eleição de 2022, o eleitorado regional já demonstrou capacidade de pulverização do voto. Houve votações expressivas de candidatos considerados 'forasteiros' (sem ou com poucas raízes na região):

  • Carla Zambelli (PL), que desta vez não concorrerá, mas deve lançar a própria mãe;
  • Ricardo Salles (PL);
  • Eduardo Bolsonaro (PL), que também não deve entrar na disputa;
  • Capitão Augusto (PL).

No plano estritamente local, destacaram-se ainda naquela ocasião:

  • Gilmar Gimenes (PL), com 3.037 votos;
  • Henri Dias, com 2.030 votos;
  • Flávio Sant'Anna (PSB), com 779 votos.

Talvez alguns desses reapareçam como opção nas urnas em outubro.

Excesso de nomes, escassez de votos

O quadro é cristalino: sobram candidaturas competitivas e, inevitavelmente, faltarão votos para contemplar todos os projetos. A fragmentação tende a elevar o custo político das articulações e a exigir estratégias mais sofisticadas de captação e fidelização do eleitor regional.

Por ora, deixaremos de abordar os pretensos nomes que buscarão uma cadeira na Assembleia Legislativa do Estado de São Paulo (ALESP). O volume é tão expressivo que sua enumeração integral demandará análise própria — e exclusiva.

Por: Beto Iquegami

O texto é de livre manifestação do signatário que apresenta e defende suas ideias e opiniões, a partir da interpretação de fatos e dados e não reflete, necessariamente, a opinião do 'O Extra.net'.

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