GUERRA
Ex-aluno de escola estadual de Fernandópolis morre durante guerra na Ucrânia
Ex-aluno de escola estadual de Fernandópolis morre durante guerra na Ucrânia
Família de Felipe reside atualmente no município de Três Fronteiras
Família de Felipe reside atualmente no município de Três Fronteiras

Foto: Reprodução / Fonte: Redes sociais
Da Redação
O jovem Felipe de Almeida Borges, de 25 anos, ex-aluno da Escola Estadual Líbero de Almeida Silvares (EELAS), em Fernandópolis, morreu durante o conflito armado na Ucrânia. Atualmente, a família de Felipe reside no município de Três Fronteiras, na região Noroeste Paulista.
Felipe concluiu o Ensino Médio em 2019, pela EELAS, período em que morava em Estrela d’Oeste. Segundo informações repassadas à família, o jovem morreu no mês de dezembro, após um ataque de drone atingir a trincheira onde ele estava. A confirmação oficial do óbito, no entanto, só foi comunicada aos familiares no dia 18. O corpo ainda não foi resgatado, pois permanece em uma área minada, o que dificulta o acesso das equipes de resgate.
Em entrevista ao blog Edson Ferreira Notícias, de Três Fronteiras, a mãe do jovem, Clarice Martins, afirmou que não tinha conhecimento de que o filho seguiria para uma zona de guerra. Segundo ela, Felipe informou apenas que viajaria para Madrid, na Espanha.
“Não sabia que ele iria para a guerra. Ele não tinha experiência militar”, relatou a mãe.
De acordo com informações repassadas pela família, Felipe teria contado a amigos que recebeu, em outubro, uma carta-convite para integrar a Legião Internacional de Defesa da Ucrânia, com prazo de apresentação até novembro. Ainda segundo os relatos, ele teria sido convencido a se alistar mediante a promessa de um pagamento mensal de R$ 25 mil.
Clarice contou que o filho embarcou de São Paulo para Madrid no dia 19 de novembro, com previsão de retorno ao Brasil em 1º de dezembro. No entanto, ela acabou descobrindo por meio de amigos que Felipe havia se alistado para combater na guerra. Durante o período de treinamento, o jovem evitava comentar sobre a rotina militar, temendo preocupar a família.
A última conversa entre mãe e filho ocorreu no dia 9 de dezembro, quando Felipe avisou à irmã que seguiria para o campo de batalha. No dia seguinte, ele ficou incomunicável.
Abalada, Clarice Martins fez um apelo às autoridades brasileiras para que atuem na repatriação do corpo, a fim de que a família possa realizar o sepultamento do jovem em sua terra natal.