IMÓVEIS
Mercado imobiliário regional encerra 2025 em alta, impulsionado por crédito, renda e moradia acessível
Mercado imobiliário regional encerra 2025 em alta, impulsionado por crédito, renda e moradia acessível
Foram consultadas 85 imobiliárias na região noroeste paulista
Foram consultadas 85 imobiliárias na região noroeste paulista

Imagem: Reprodução / Fonte: Shutterstock
Da Redação
O Conselho Regional de Corretores de Imóveis de São Paulo (CRECISP) publicou um estudo relativo ao mês de Dezembro de 2025, comparando os números obtidos nos mercados de venda e locação de casas e apartamentos com os de Novembro de 2025 em São José do Rio Preto e região.
Foram consultadas 85 imobiliárias das cidades de Bady Bassitt, Balsamo, Barretos, São José Do Rio Preto, Severínia, Taquaritinga, Urupês, Valentim Gentil e Votuporanga, Bebedouro, Catanduva, Cedral, Fernandópolis, Indiaporã, Mirassol, Monte Aprazível, Novo Horizonte, Olímpia, Pedranópolis, Santa Adélia.
O mercado imobiliário de São José do Rio Preto e região fechou o mês de dezembro de 2025 com desempenho expressivo, refletindo um contexto econômico e social marcado por recomposição gradual da renda, maior previsibilidade do crédito imobiliário e forte demanda por imóveis residenciais usados. De acordo com a Pesquisa CRECISP, as vendas cresceram 50,41% em relação a novembro, enquanto as locações avançaram 1,44%, consolidando um fechamento de ano positivo, especialmente no segmento de compra e venda.
O resultado de dezembro dialoga com fatores típicos do encerramento do ano, como reorganização patrimonial das famílias, liberação de recursos extraordinários e maior disposição para decisões de longo prazo. Ao longo de 2025, o acumulado das vendas atingiu alta de 132,76%, evidenciando um mercado resiliente, ainda que sujeito a oscilações mensais causadas por juros, inflação e comportamento cauteloso do consumidor em determinados períodos.
Vendas
Casas: 84%; apartamentos: 16%
Locações:
Casas: 77%; Apartamentos: 23%
Vendas em Dezembro
Predominaram imóveis residenciais usados com valores concentrados entre R$ 200 mil e R$ 300 mil, além de uma fatia relevante acima de R$ 500 mil, indicando coexistência de demanda por habitação popular consolidada e por imóveis de padrão médio e médio-alto. As casas mais negociadas possuíam dois dormitórios e área útil entre 100 m² e 200 m². Nos apartamentos, prevaleceram unidades de até dois dormitórios, com área de até 50 m².
As áreas nobres concentraram 43,5% das vendas, seguidas pelas regiões periféricas, com 30,4%, e áreas centrais, com 26,1%. O dado revela um mercado heterogêneo, em que compradores equilibram preço, infraestrutura urbana e potencial de valorização, refletindo escolhas racionais diante do orçamento disponível.
O financiamento imobiliário permaneceu como pilar das transações. A CAIXA respondeu por 33,3% das vendas financiadas, outros bancos por 16,7%, enquanto 37,5% dos negócios foram fechados à vista ou por consórcio. A venda direta com o proprietário somou 12,5%. O percentual significativo de compras à vista indica presença de investidores e famílias capitalizadas, aproveitando oportunidades de negociação, ainda que 43,8% dos imóveis tenham sido vendidos pelo valor originalmente anunciado.
Locações em Dezembro
No segmento de locações, as casas lideraram com 77% dos contratos, enquanto os apartamentos ficaram com 23%. Os valores de aluguel concentraram-se majoritariamente até R$ 1.000,00, evidenciando forte demanda por moradia acessível. As casas mais alugadas tinham dois dormitórios e área entre 100 m² e 200 m². Nos apartamentos, destacaram-se unidades de dois e três dormitórios, também com áreas maiores, entre 100 m² e 200 m².
A periferia concentrou 68,2% das novas locações, reforçando o peso do fator preço na decisão dos inquilinos. As regiões centrais responderam por 27,3%, enquanto os bairros nobres ficaram com apenas 4,5%. O fiador permaneceu como a principal garantia locatícia, utilizada em 45,8% dos contratos, seguido pelo seguro fiança, com 33,3%, e pelo depósito caução, com 20,8%, demonstrando preferência por modalidades já consolidadas e de menor custo inicial
E daqueles que encerraram os contratos de locação, 81,8% não informaram a razão da mudança, 9,1% optaram por um aluguel mais caro, e 9,1% para um aluguel mais barato.
Diante de um mercado marcado por diversidade de preços, modalidades de pagamento, exigências contratuais e oscilações econômicas, a atuação do corretor de imóveis mostra-se essencial tanto na venda quanto na locação. O profissional qualificado orienta compradores, vendedores, locadores e locatários sobre valores de mercado, segurança jurídica, alternativas de financiamento e garantias locatícias, reduzindo riscos e assegurando transações mais transparentes e equilibradas. Em um cenário de retomada e consolidação, a intermediação profissional segue como elemento-chave para a sustentabilidade do mercado imobiliário regional.
Fonte: CRECISP São José do Rio Preto e Região