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Tereos e Atvos testam tratores autônomos na cultura de cana-de-açúcar no Brasil
Tereos e Atvos testam tratores autônomos na cultura de cana-de-açúcar no Brasil
Aumento de 20% no rendimento e redução de 10% no consumo de diesel
Aumento de 20% no rendimento e redução de 10% no consumo de diesel

Foto: Divulgação / Fonte: Tereos
Da Redação
Olímpia, março de 2026 – Em um movimento estratégico voltado à inovação, sustentabilidade e excelência operacional, Tereos e Atvos dão um passo decisivo para transformar o setor sucroenergético brasileiro ao realizarem os primeiros testes com tratores autônomos na cultura de cana-de-açúcar. A iniciativa reforça o compromisso das empresas em aprimorar a qualidade, a eficiência e a segurança das operações no campo, inaugurando uma nova era de modernização para o agronegócio nacional.
Os testes contaram com a tecnologia da ASI, empresa norte-americana e referência global em veículos autônomos com mais de duas décadas de atuação nos segmentos de mineração, construção e agricultura. A validação foi conduzida pela consultoria técnica Balanced Engineering e pela Agricef, responsável pela integração dos sistemas nos equipamentos, e evidenciou o potencial da automação em impulsionar tarefas agrícolas, aumentar a precisão operacional e otimizar custos, além de maximizar a produtividade sem necessidade de expandir área cultivada, permitindo extrair mais valor das áreas já existentes.
“Mais do que integrar a tecnologia, a Agricef atuou para adequar a solução da ASI às condições reais de operação das usinas, com base em sua forte presença no campo e domínio dos processos agrícolas no Brasil. Os resultados iniciais reforçam que as operações autônomas tendem a se consolidar como uma realidade no campo, contribuindo para uma agricultura cada vez mais sustentável”, afirma Efraim Albrecht, diretor de Operações na Agricef.
A iniciativa teve origem na Agri-Tech Experience, organizada pela Balanced e Agricef, e realizada nos Estados Unidos em outubro de 2024. O encontro aproximou produtores brasileiros e empresas americanas de automação, participando da FIRA 2024 e visitando membros da Pittsburgh Robotics Network ao longo de dez dias. A partir dessa experiência, formou-se a Brazilian Sugarcane Automation Alliance, parceria criada para avaliar tecnologias de automação já maduras e adaptá-las para a realidade do agronegócio brasileiro.
Entre maio e dezembro de 2025, os tratores foram submetidos a operações reais, comprovando um aumento potencial de 20% na produtividade dos equipamentos com o sistema autônomo. O avanço tecnológico também se destacou pela promoção da sustentabilidade: a adoção da solução resultou em redução de até 10% no consumo de diesel, reforçando o compromisso ambiental das empresas.
“A visão da ASI para a agricultura é levar a automação a todos os produtores — de pequenas propriedades a operações em larga escala — contribuindo para sistemas agrícolas mais resilientes”, afirma Mel Torrie, CEO da ASI. “Elemento central para uma automação sustentável é o Mobius®, sistema de comando e controle de frotas que permite a um único operador gerenciar múltiplos veículos não tripulados simultaneamente. A solução pode ser adaptada a tratores, pulverizadores ou colhedoras de qualquer marca, sem a necessidade de investimentos em máquinas novas.”
"Os testes representam um avanço decisivo para a modernização da operação agrícola no país. Ao validar a tecnologia em condições reais de campo e ao longo de diferentes operações do ano, conseguimos medir com precisão seu desempenho, seus ganhos operacionais e sua capacidade de escala. Este foi o primeiro passo para adaptar soluções autônomas já consolidadas no mundo à realidade brasileira. A criação da aliança foi fundamental para abrir as portas dessa inovação no Brasil e estamos certos de que essa tecnologia trará ainda mais eficiência, segurança e sustentabilidade para nossas ações no campo”, comenta Everton Carpanezi, diretor de Operações Agroindustriais da Tereos.
“A adoção de sistemas autônomos na cultura de cana-de-açúcar representa um marco para o agronegócio brasileiro. Com a sincronização de todos os equipamentos agrícolas envolvidos, como tratores, colhedoras e frota de apoio, conseguiremos não apenas otimizar processos e reduzir custos, mas também contribuir para uma agricultura mais sustentável e eficiente. Este projeto reforça nosso compromisso em liderar a transição energética, ao mesmo tempo em que impulsiona nossas equipes para os novos desafios e oportunidades trazidos pela digitalização do campo”, destaca Alexandre Maganhato, Vice-Presidente de Tecnologia, Inovação e Engenharia da Atvos.
Durante estes primeiros testes, a solução foi validada nas operações de grade e subsolagem, o que proporcionou insights valiosos sobre ajustes necessários para atender às demandas específicas de cada operação, ampliando a aderência do sistema às condições operacionais da cultura de cana-de-açúcar.
Foram identificadas e implementadas oportunidades de melhoria no sistema para atender às particularidades da topografia e do padrão operacional brasileiro, resultando em uma solução mais robusta e preparada para operar em diferentes cenários agrícolas.
A implementação da tecnologia contempla a capacitação dos colaboradores das operações, assegurando uma transição segura, sustentável e inclusiva. Os profissionais são preparados para novas funções, como supervisão de frotas autônomas, diagnóstico remoto e gestão de dados, fortalecendo a integração entre pessoas, tecnologia e decisões orientadas por inteligência operacional.
“A adoção de autonomia exige mais do que apenas comprar uma solução: requer prontidão operacional e alinhamento do negócio do produtor. A Balanced Engineering guia o cliente de ponta a ponta para transformar tecnologia em valor — apoiando decisões e execução — e criando as condições para resultados consistentes em escala”, diz Alex Foessel, Managing Partner da Balanced Engineering.
Com resultados promissores, Atvos e Tereos reafirmam o compromisso com a evolução da solução, focando na usabilidade e excelência operacional para viabilizar ganhos consistentes de escala e ampliar o impacto positivo nas operações agrícolas brasileiras.