Pe. Rodolfo Cab

Fraternidade, o modo cristão de conviver

Fraternidade, o modo cristão de conviver

Por Pe. Rodolfo Cabrini

Por Pe. Rodolfo Cabrini

Publicada há 8 anos

A Igreja Católica propõe no Tempo da Quaresma a Campanha da Fraternidade, com temas a serem refletidos por toda a comunidade e gestos concretos a serem realizados, em vista do bem comum. Algumas vezes a Campanha da Fraternidade assume a dimensão ecumênica, participando outras igrejas do Conselho Nacional das Igrejas Cristãs do Brasil.  Neste ano, o tema refere-se aos biomas existentes no Brasil: “Fraternidade: biomas brasileiros e defesa da vida” e o lema “Cultivar e guardar a criação” (Gn 2,15). Com isso, temos a oportunidade de perceber a diversidade biológica existente em nosso país e nos conscientizar da necessidade do cuidado que devemos ter para não destruir e não deixar que destruam o que Deus fez para nós com tanto amor e carinho.  


 Fraternidade é o desejo de Deus para nós, que somos todos seus filhos. A palavra fraternidade significa irmandade, portanto, ser fraterno é ser irmão. É isso que dizemos quando rezamos o Pai-Nosso. Chamar a Deus de Pai e pedir o Pão Nosso  é  necessariamente  reconhecer que somos irmãos e precisamos cuidar bem uns dos outros. Acontece que nem sempre nossa oração corresponde com a nossa prática. Então o que fazer? Parar de rezar? Claro que não! Mas, nos esforçar para melhorar nossas ações a cada dia, iluminados pela força da Palavra de Deus.  


A vida fraterna possui regras de convivência, que servem para cuidar de tudo, de todos e de cada um ao mesmo tempo. Abrir mão de desejos pessoais em benefício do outro é uma regra importante, pois o grande desafio não é sobreviver, mas conviver, ou seja, viver com o outro, aceitar diferenças, compreender fraquezas e superar divisões. Estes são elementos básicos do cristão, que decidiu livremente seguir a Jesus Cristo e fazer dele seu caminho, verdade e vida. Não podemos esquecer que cuidar bem da natureza, dos biomas e do quintal de casa é também gesto de fraternidade, porque o mundo é nossa casa comum. 


Da mesma forma, que as grandes fábricas dos países desenvolvidos produzem poluição capaz de prejudicar todo o planeta, nossos quintais também são capazes de possibilitar a reprodução de mosquitos que transmitem várias doenças e podem levar até à morte. Portanto, tomemos consciência da situação que vive nosso planeta e não deixemos de colocar em prática pequenas ações que demonstrem cuidado com a nossa casa comum. Vamos rezar, pedindo a Deus saúde e a vida plena, sem deixar de nos unir, acreditando que o futuro pode ser melhorado com nossas práticas de amor fraterno.

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