
Minutinho: Convivência
Por: André Luiz/Chico Xavier
A vida vem de Deus; a convivência, de nós.
Os companheiros que nos partilham a experiência diária são os melhores que a Divina Sabedoria nos concede, a favor de nós mesmos.
As pessoas que nos compreendem são bênçãos que nos alimentam o ânimo de trabalhar; as que não nos entendem são testes que a vida nos oferece para aprendermos a compreender.
Nos campos da convivência é preciso saber suportar os outros para sermos suportados.
Se alguém surge como um enigma em seu caminho, isso quer dizer que você é igualmente um enigma para esse alguém.
Nunca diga que a amizade não existe; qual nos acontece, cada amigo nosso tem as suas limitações.
Se você realmente ama aqueles que lhe compartilham a estrada, ajude-os a serem livres para encontrarem a si mesmos, tal qual deseja você a independência própria para ser você.
Se você crê que franqueza rude ajuda alguém, veja o efeito da água fervente na planta.
Abençoemos, se quisermos ser abençoados.

Crônica: O nobre e o granjeiro
Por: Redação do “Meu Sonho Não Tem Fim”
Era uma vez um granjeiro escocês muito pobre que se chamava Fleming. Certo dia, quando estava trabalhando na lavoura, ouviu gritos que vinham de um pântano ali perto, largou tudo e correu para o lamaçal. Encontrou um rapaz enterrado num charco, lutando desesperadamente para não afundar. O granjeiro conseguiu pegar a mão do rapaz, salvando-o assim, do que poderia ter sido uma morte lenta e dolorosa.
No dia seguinte parou na porta da pequena casa do granjeiro uma carruagem, de onde saiu um homem, elegantemente vestido que se apresentou como o pai do rapaz que ele havia sido salvo.
- Quero recompensá-lo, disse o nobre. O senhor salvou a vida do meu filho.
- Não, não posso aceitar pagamento pelo que fiz, discordou, generosamente, o escocês.
Neste momento o filho do granjeiro foi até a porta da casa. Vendo-o, o nobre indagou:
- É o seu filho?
- Sim, disse o granjeiro, acariciando-o orgulhosamente.
- Então lhe proponho um trato. Permita-me proporcionar a seu filho o mesmo nível de educação do qual desfrutará o meu próprio filho. Se o rapaz se parecer com o pai, não tenho dúvidas de que crescerá e se tornará um homem do qual nos orgulharemos muito.
Mais que imediatamente o granjeiro aceitou a proposta do nobre, prevendo um futuro brilhante para seu filho que também se chamara Fleming.
Fleming frequentou as melhores escolas e se graduou na “Saint Mary’s Hospital Medical School”, em Londres. Nas suas pesquisas, em 1928, descobriu a Penicilina. Foi professor da St. Mary’s Medicine School de 1928-1948, sendo reconhecido como Professor Emérito da Instituição. Tornou-se Sir Alexander Fleming (1881-1955), bacteriologista escocês e vencedor do prêmio Nobel de 1945, em fisiologia e medicina.
Anos depois, o filho do mesmo nobre esteve doente, com pneumonia, e sabe o que salvou sua vida? Foi a Penicilina descoberta por Fleming.
O nome do nobre senhor, era Lord Randolph Churchill e seu filho, salvo pelo granjeiro Fleming, se chamava Sir Winston Churchill, primeiro-ministro do Reino Unido e maior líder britânico do século XX.
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