POLÍTICA

Mais de 600 cidades paulistas não têm deputado federal. Fernandópolis tem!

Mais de 600 cidades paulistas não têm deputado federal. Fernandópolis tem!

Pinato apresenta números: R$ 57,6 milhões nos mandatos; R$ 26,6 milhões nos últimos 4 anos

Pinato apresenta números: R$ 57,6 milhões nos mandatos; R$ 26,6 milhões nos últimos 4 anos

Publicada há 51 minutos

Fotos: Divulgação / Reprodução / Fonte: Redes sociais

Da Redação

Fernandópolis vai às urnas com uma discussão que vai além de partidos e grupos políticos: o peso de possuir – ou não - um representante ligado à cidade na Câmara dos Deputados.

Levantamento realizado a partir dos registros eleitorais e das informações públicas disponíveis aponta que apenas cerca de duas dezenas de municípios paulistas têm entre seus moradores deputados federais. Na outra ponta, mais de 600 cidades – das 645 - não contam com um parlamentar federal com domicílio eleitoral local.

Ou seja: para a esmagadora maioria dos municípios paulistas, os deputados federais são, eleitoralmente falando, “de fora”. E Fernandópolis, com pouco mais de 50 mil eleitores, consegue ostentar um parlamentar federal com origem, residência e trajetória política construída na própria cidade.

Traduzindo em números

Considerando o atual mandado, Fausto Pinato destinou volume de R$ 26,6 milhões para o município, o que perfaz uma verba mensal de praticamente R$ 554 mil (considerando 48 meses). Somente uma cota desse valor corresponde a mais do que muitos políticos de fora e que por aqui surgem rogando votos, destinaram anualmente ou, para alguns, todos os quatro anos.

Nos seus doze anos de atuação em Brasília, Fernandópolis recebeu, segundo levantamento da assessoria, R$ 57,6 milhões em recursos.

Resultados além dos números

Alguns resultados ajudam a compreender a representação além dos números. Em 22 de junho de 2026, Fernandópolis recebeu o Centro Especializado em Reabilitação (CER II) do Hospital de Amor, viabilizado com R$ 14 milhões em recursos destinados pelo federal.

A estrutura atende pelo SUS pessoas que necessitam de reabilitação física e intelectual, com atenção especial às pessoas com autismo. O atendimento é multidisciplinar e envolve profissionais de áreas como fisioterapia, fonoaudiologia, terapia ocupacional, psicologia e assistência social.

Sede do Centro Especializado em Reabilitação. Foto: Divulgação / Fonte: PMF

O alcance é regional. O CER II atende Fernandópolis e outros 12 municípios integrantes do CISARF. Para Fernandópolis, são 260 vagas referenciadas, das quais 130 destinadas a pacientes com TEA.

Há ainda vários exemplos espalhados pelo município, como investimentos em esporte, saúde, segurança e infraestrutura, tais como a Areninha Esportiva no Bernardo Pessuto; credenciamento do SAMU; Pista de Skate do Beira Rio, dentre outros.

Saúde concentra maior fatia

A atenção à saúde não se resume ao CER II. De acordo com os dados do mandato, dos R$ 57,6 milhões destinados a Fernandópolis ao longo dos três mandatos, R$ 35,1 milhões foram direcionados à saúde.

Henrique Prata (do Hospital de Amor) e Fausto Pinato. Foto: Reprodução / Fonte: Arquivo

O Hospital de Amor recebeu R$ 22,5 milhões no período, fortalecendo uma instituição que atende pacientes não apenas de Fernandópolis, mas de toda a região.

A atuação também alcançou outros municípios, tal como Jales, também beneficiado com R$ 10 milhões para implantação do CER naquele Hospital do Amor. Segundo o levantamento do mandato, R$ 9,3 milhões também foram destinados a pequenas cidades da região, onde recursos federais podem representar a viabilização de obras, equipamentos e serviços que dificilmente seriam suportados apenas pelos orçamentos municipais.

O que está em discussão para os próximos quatro anos

Depois de três mandatos, a recandidatura de Pinato à Câmara Federal coloca diante do eleitor uma questão que ultrapassa a trajetória individual: qual é a importância de Fernandópolis continuar contando com representação diretamente ligada ao município em Brasília?

Emendas são apenas uma parte do trabalho de um deputado. A presença parlamentar também permite acompanhar projetos, levar demandas aos ministérios, articular recursos e aproximar prefeitos, hospitais, entidades e instituições dos centros de decisão do Governo Federal.

Afora as demandas populares encaminhadas pessoalmente ao congressista, como pedidos nas áreas de saúde, assistência social, entidades, infraestrutura, segurança e educação.

Fernandópolis e região agora entram em um novo ciclo eleitoral tendo resultados que podem ser quantificados e avaliados pela população.

Os próximos quatro anos representarão uma nova escolha sobre que tipo de presença política o eleitor deseja. A pergunta é objetiva: o que uma cidade ganha — ou deixa de ganhar — quando tem alguém seu sentado em Brasília?

A resposta, como quase tudo em política, está menos nos discursos e mais nos números.

E esses estão aí para serem conferidos.

Por: Beto Iquegami

O texto é de livre manifestação do signatário que apresenta e defende suas ideias e opiniões, a partir da interpretação de fatos e dados e não reflete, necessariamente, a opinião do 'O Extra.net'.

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