Waine de Fátim

Verdades e mentiras

Verdades e mentiras

Por Waine De Fátima Gonçalves Borges

Por Waine De Fátima Gonçalves Borges

Publicada há 8 anos

Na história da humanidade nunca se teve tanto acesso a informação. Em um piscar de olhos temos notícias de situações recém acontecidas, instantaneamente se propagam, alastram como “chuchu na cerca”, na teia das páginas da internet como uma erva daninha que muitas vezes interfere negativamente na vida de uma pessoa ou grupo social. Em tempos remotos, bem remotos as informações levavam dias, meses para serem veiculadas. Pombo correio, cartas, telégrafos, telefone com fio, fax, recursos quase obsoletos, mas personagens importantes para comunicação e construção da nossa história. Quantos conchavos, intrigas, tratado de paz ou de guerra, a palavra que imperava e ainda impera. E assim, verdades eram perpetuadas, mentiras plantadas, duas vertentes que comandavam a roda do mundo. As informações recebidas ou eram verdadeiras ou falsas, a cada um cabia a verdade que queria, o acaso lhes protegia.


Hoje, com tanta tecnologia, a internet revolucionou nossa comunicação, informação para todos. Mas que tipo de informação? E com esse advento podemos fazer nosso download ou upload com nossa password e acessar o mundo. E com todo esse vocabulário técnico, eis que surge um novo vocábulo, uma nova tendência a “pós verdade”. Recebemos uma informação e com apenas um click, automaticamente, compartilhamos para todos os grupos e comunidades, depois é que paramos para pensar se a informação era verídica ou não, se pode prejudicar uma pessoa ou não. E após milhões de ouvidos e olhos visualizarem, faz-se a averiguação dos fatos. 


Então, a pós verdade vem socorrer o que muitas vezes não pode ser socorrido e o mal que não pode ser desfeito. Pós verdade, pós modernidade, pós humanidade. “Nem todas as verdades são para todos os ouvidos. Nem todas as mentiras podem ser suportadas”, sábias palavras de Umberto Eco. Pós ou pré, mentira ou verdade, não nos deixemos falsificar como vários produtos mencionados nos programas televisivos, que não sejamos pirateados, que possamos permanecer originais como seres humanos capazes de distinguir o certo do errado, a ficção da realidade. Que não sejamos uma verdade mentirosa e recobramos nossa dignidade de discernimento.





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