POLICIAL
Pastor, programador e policial são presos em operação contra exploração sexual infantil na região
Pastor, programador e policial são presos em operação contra exploração sexual infantil na região
Ação policial cumpre mandados em São José do Rio Preto, Votuporanga e Santa Fé do Sul
Ação policial cumpre mandados em São José do Rio Preto, Votuporanga e Santa Fé do Sul

Foto: Ilustração / Fonte: PC-SP
Da Redação
Um pastor e um programador foram presos em flagrante na manhã desta quinta-feira (8), durante uma operação que investiga a participação de suspeitos do noroeste paulista em um grupo internacional acusado de comercializar imagens e conteúdos relacionados ao abuso e à exploração sexual infantil.
As prisões ocorreram em São José do Rio Preto e Santa Fé do Sul (SP). A operação também teve como alvo um policial penal em Votuporanga, onde foram cumpridos três mandados de busca e apreensão. Em Santa Fé do Sul, os policiais cumpriram outra ordem judicial.
A operação é um desdobramento de uma investigação internacional que conta com apoio da Interpol e vem sendo realizada por etapas em países da Europa, Ásia e América Latina.
Segundo as autoridades, a organização investigada pode reunir mais de 250 pessoas envolvidas na produção, armazenamento, distribuição ou comercialização dos conteúdos criminosos.
Para identificar os alvos no noroeste paulista, os investigadores analisaram aproximadamente 60 gigabytes de arquivos digitais, material que teria permitido estabelecer vínculos entre os suspeitos e a rede investigada.
Em São José do Rio Preto, um dos investigados foi localizado no bairro Jardim Maria Lúcia e preso em flagrante. Ele foi encaminhado à delegacia acompanhado dos materiais apreendidos durante a ação.
Equipes policiais também cumpriram mandados no Jardim Tarraf, em Rio Preto.
Em Santa Fé do Sul, outro investigado, apontado como programador, também foi preso em flagrante.
Já em Votuporanga, a investigação teve como alvo um policial penal. Os agentes cumpriram três mandados de busca e apreensão relacionados ao caso.
De acordo com as investigações, os integrantes do grupo utilizavam comunidades virtuais para comercializar os conteúdos criminosos. Segundo a polícia, os valores cobrados poderiam chegar a R$ 100 mil.
A análise do material digital apreendido e dos arquivos relacionados à investigação deverá auxiliar as autoridades na identificação da participação individual de cada suspeito e de possíveis conexões com outros integrantes da rede.
Os suspeitos deverão responder por crimes relacionados à exploração e ao abuso sexual infantil, conforme o enquadramento definido pelas autoridades responsáveis pela investigação.
A operação faz parte de uma ofensiva de alcance internacional e novas diligências poderão ser realizadas a partir da análise dos materiais apreendidos e das informações obtidas com os mandados cumpridos no noroeste paulista.