Sei que este é um veículo decomunicação de pequeno alcance, somente para nossa região, mas como diz oditado “de grão em grão a galinha enche o papo”, espero que pais, secretários,autoridades, educadores, pesquisadores e civis ouçam esse desabafo gritante.
Garantiro estudo e a permanência das crianças e adolescentes na escola é dever doEstado, município e da família. O ensino é gratuito e obrigatório. Considerandonossa herança histórica, tudo o que é “de graça” vem acompanhado da concepçãodaquilo que não presta, que não tem valor. Tudo o que é obrigatório é contestávelpelo nosso espírito revolucionário (ou anarquismo sem causa). Ou seja, aobrigatoriedade e gratuidade do ensino não são vistos como vitórias econquistas, são apenas obrigações.
Coma progressão continuada, teoria muito louvável, (TEORIA), o aluno segue portrês anos para desenvolver competências e habilidades importantes para suaformação. Se ao chegar ao final desse ciclo não obteve um rendimentosatisfatório, então tem o direito de refazer por mais um ano o que nãoconseguiu em três (antiga reprova). Um tanto incoerente, em apenas um anoacredita-se que este irá recuperar o que não conseguiu em três.
Umoutro fator que levava o aluno a reprovar era a baixa porcentagem de presença.O educando deve comparecer em pelo menos 75% das aulas ministradas nos duzentosdias letivos, caso a porcentagem de faltas seja muito alta este seria sujeito arefazer o mesmo ano. Coerente e compreensível. Para ter uma aprendizagemefetiva é necessário participar das aulas, desenvolver as atividades, trabalharem equipe, participar do seu processo de ensino-aprendizagem, estar presente nasala de aula.
Poisentão, eis minha surpresa e indignação. Ao aluno, agora é garantido fazertrabalhos para compensar suas faltas, mesmo sendo faltas sem justificativas.Mais parece um circo de horrores em que nós, educadores, nos tornamos atraçõesbizarras. Bizarras por estarmos fora dos padrões. Fomos educados paratransmitir informações, mediar, contribuir com a aprendizagem do aluno. Mascadê o aluno? Não é necessário frequentar as aulas, apenas apresentar umtrabalhinho garantirá a progressão para o próximo ano. Progressão ou agressãoaos profissionais?
Senhorese senhoras, secretários, diretores, Ministro da Educação, pais, professores,comunidade, onde está nosso brado retumbante? Estão fazendo de nossosestudantes verdadeiros delatores que podem cometer o crime que quiserem, depoisé só delatar, entregar o trabalho e voltar para suas “mansões” e “passar deano”.
Educação,corrupção, ação de uma nação que está apodrecendo com tantos pesticidas queestão sendo pulverizados em nossos canteiros de nossas salas de aulas.
Quealguém ouça esse desabafo, que alguém o espalhe, que seja um grão que iráencher o papo de uma nação com verdadeiros cidadãos, saindo de uma verdadeiraescola.