Por Lívia Caldeira / Marcela Barbar
Um dos assuntos que, ultimamente, tem gerado muita preocupação no Brasil e no mundo é o jogo virtual da Baleia Azul. O passatempo, que é disputado pelas redes sociais por adolescentes do mundo todo, propõe ao jogador 50 desafios macabros, que vão desde a automutilação até o suicídio. O game funciona como uma espécie de "siga o mestre" - quem dita as regras e propõe os desafios é um mentor, que envia aos participantes mensagens com instruções do que fazer e solicita fotos como prova do cumprimento das tarefas. O grande público alvo desse jogo são crianças e adolescentes que, além de estarem mais suscetíveis a influências de terceiros, passam mais tempo em redes sociais. Para debater sobre o tema que ganhou grande repercussão na mídia nos últimos dias, a coluna “TRÊS PONTOS” desta semana traz o ponto de vista de um psicólogo, de uma mãe e de uma adolescente.
“Irresistível armadilha para os lares que perderam a cor”
Todos nós, pais, devemos parar com essa nociva correria, com esta doente ideia de que não podemos parar um pouco, de achar que a vida é uma imensa indústria ou fábrica que funciona 24 horas. Estes homens-demônios, usando estas redes sociais, estão invadindo a alma dos nossos filhos, oferecendo-lhes maneiras mortais de acabarem com a tristeza, com o vazio, com a falta de atenção e carinho que, infelizmente, nós mesmos causamos neles.
Família sem cor, indiferente aos sentimentos dos filhos, sem ninho, sem acolhimento, sem paz, sem fé , sem esperança, sem colo, sem cafuné na cabeça, é um perfeito criadoro de potenciais suicidas. O que a Baleia Azul está fazendo, nada mais é do que trazer para fora, os rasgos, as feridas os cortes, as chagas que nós estamos criando dentro da alma dos nossos filhos, por não nos importarmos com eles, deixando-os à mercê de canalhas psicopatas. Procure ouvir seus filhos, escute o que eles não falam.
(Dio Rocha – Psicólogo)
“Muitos adolescentes sofrem de depressão”
Eu acho que as crianças e os adolescentes estão procurando cada vez mais por esse jogo da “Baleia Azul” devido ao motivo de sofrerem por depressão. Ao meu ver, isso faz perder a vontade de viver e acaba influenciando crianças e jovens. Eles sabem que o jogo acaba levando a morte, por isso eles vão lá e jogam, e isso é muito preocupante.
(Isadora Paula, 14 anos – Estudante)
“Orientação é tudo”
Minha opinião como mãe de uma adolescente, é sempre orientar nossos filhos sobre o que pode e não pode fazer. Os pais devem estar presentes na vida de seus filhos, principalmente nessa idade crítica. Acredito que muitas pessoas estão entrando nesse jogo devido a grande repercussão que está tendo, isso acaba gerando uma certa curiosidade. Por este motivo, devemos controlar e fiscalizar o que nossos filhos estão fazendo na internet e impor limites.
(Ana Paula Aparício – Enfermeira)