3 PONTOS

Paralisações de sexta-feira

Paralisações de sexta-feira

A coluna traz diferentes pontos de vista. Confira!

A coluna traz diferentes pontos de vista. Confira!

Publicada há 8 anos

Por Lívia Caldeira 


Há ainda diversas dúvidas e muitos estão confusos sobre os motivos que levaram os trabalhadores a articularem as paralisações desta sexta-feira (28). Em todo o país movimentos sociais e centrais sindicais de diversas categorias realizaram uma greve geral em protesto às reformas trabalhistas e da previdência, propostas pelo presidente Michel Temer (PMDB). Em meio a tantas repercussões referentes a essa greve geral, a coluna “TRÊS PONTOS” desta semana conversou com três fernandopolenses que esclareceram o próprio ponto de vista e explanaram sobre o tema. Confira:


“Um direito legítimo do trabalhador”



Essa greve é muito importante para a sociedade, temos que nos mobilizar. Estão tirando todos os direitos dos trabalhadores conseguidos com muitas lutas ao longo de muitos anos. A previdência possui recursos, precisa ser melhor administrada. Como sempre, a corda arrebenta para o lado mais fraco. O trabalhador está pagando essa conta, enquanto muitas empresas não pagam a previdência, não depositam o fundo de garantia dos funcionários... Não podemos esquecer que a greve é um direito legítimo do trabalhador, para que ele possa demonstrar sua insatisfação com essas reformas que estão querendo implantar contra a sociedade.

(José Jeson da Silva – Presidente do Sindicato dos Metalúrgicos)



“Totalmente contra”



Essa greve não tem nada a ver com a defesa de direitos de trabalhadores e sim em defesa do PT e do ex-presidente Lula, e da continuação da contribuição sindical obrigatória. A reforma trabalhista não tira nenhum direito do artigo 7 da constituição, que trata dos direitos trabalhistas. A briga dos sindicatos é pela contribuição sindical, e não acho justa a obrigatoriedade de um trabalhador pagar para um sindicato que não o representa, pois esse dinheiro serve para cabide de emprego. Prova disso é que enquanto um trabalhador recebe um salário mínimo, um sindicalista recebe 10, 20, 30 ou até 40 mil reais ao mês e, além disso, esse dinheiro serve para essas manifestações pró-esquerda no país.

(Adriano Pavaneli – Analista de sistema)



“Tenho a obrigação de lutar pelo futuro dos jovens”



As propostas que estão sendo avaliadas pelo congresso afetam diretamente o trabalhador. Estou no mercado de trabalho há 30 anos e já me beneficiei de inúmeras conquistas pelas quais os brasileiros lutaram ao longo desses anos. Me sinto, portanto, na obrigação de participar desse movimento para defender os direitos daqueles que estão entrando agora no mercado de trabalho. Eu tenho, inclusive, um filho que está entrando no mercado de trabalho e não quero que ele e outros milhares de jovens brasileiros se sacrifiquem e tenham seus direitos eliminados. Com essas reformas, serão beneficiados os grandes empresários e donos de capital e infelizmente o maior prejudicado será o trabalhador.

(Marli Aparecida Viçoti – Supervisora de ensino)



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