
Dia desses reencontrei com um bom e velho amigo, o João Messias, que trabalhou
longos anos até se aposentar no SAAE, o Serviço Autônomo de Água e Esgoto lá de Santa Fé do Sul. Ele sempre foi um especialista em aprontar “artes” com os amigos. E aí nos lembramos de algumas passagens, como o dia que ele estava pescando com um grupo de amigos no Paranazão, quando acabaram matando uma cobra “Jaracuçú Dourada”. A danada era bonita e bem criadinha, tinha quase dois metros”, lembrou.
Como ele quase não gostava de coisa mal feita, amarrou a tal cobra numa cordinha e foi até a boca de um poço que estava sendo furado pelo Nirsão, um amigo seu, no mesmo rancho onde estavam hospedados. O coitado lá embaixo dando um duro danado na alavanca, quebrando a piçarra, e o João lá no alto, na boca do poço, mostrando e balançando a tal cobra.
Claro que seu amigo lá embaixo ficou prá lá de apavorado... “sai com esse bicho prá lá, compadre...”, berrava o Nirsão. E o João saiu. Andou uns poucos metros, cortou um pedaço de corda e jogou dentro do poço. Foi aquele berreiro lá embaixo. Devido o susto, o coitado do Nirsão quase teve um treco!
E o castigo veio à cavalo...
Não passou muitos dias dessa “arte”, e olha lá o João Messias fazendo seu trabalho, conferindo os medidores de água, como sempre fazia. Macaco velho e antigo no ramo, ele sabia decor e salteado, casa que tinha cachorro bravo e cachorro manso.
Quando foi fazer o serviço de leitura numa casa onde o dono tinha um Fila Brasileiro, do tamanho de um bezerro, esperto, viu que o bicho estava lá no fundo do quintal bem preso na corrente, entrou no jardim da casa se agachou perto do hidrômetro prá fazer a leitura.
Estava fazendo suas anotações distraído,quando de repente, escutou atrás de si aquele latidão de cachorro grande e bem forte. Na hora pensou que o Fila havia escapado da corrente. O susto foi tão grande que ele perdeu a fala, deixou a prancheta cair no chão e até hoje, não sabe onde foi parar a caneta Bic que estava usando.
Não era o Fila. Era o filho do dono da casa... Um rapazote “atentado”, igualzinho ele. O castigo veio à cavalo!