Da Redação
O policial militar Luis Carlos Fragoso, autor dos disparos que mataram o perito criminal da Polícia Civil Eduardo Texeira Moreno, 27 anos, no último sábado, 3, diz que atirou em legítima defesa. O homicídio está sendo investigado pela Delegacia de Investigações Gerais (DIG) e apurado internamente pela PM.
Fragoso foi preso, mas solto horas depois em audiência de custódia no Fórum de Rio Preto e responde em liberdade. Ele exerce função administrativa na PM. Eduardo trabalhava como perito na região de Fernandópolis, mas morava em Rio Preto.
O crime ocorreu na frente de um bar na Avenida Murchid Homsi. Segundo boletim de ocorrência, Eduardo chegou ao local em uma moto, discutiu com clientes e depois teria atirado contra o bancário Fábio Renato da Silva, de 48 anos. Neste momento, o PM, que estaria no bar acompanhado de familiares, deu voz de prisão para Eduardo.
"Eu estava com minha família no bar e casais de amigos. Quando eu vi a cena, dei voz de prisão para o rapaz. Ele disse que não ia baixar a arma porque era policial. Além de não obedecer, ele atirou duas vezes contra mim. Não tive outro jeito, senão atirar também", afirma o policial. O perito foi morto após ser atingido por seis tiros.
Mateus Texeira Moreno, 26 anos, irmão de Eduardo, contesta a versão do boletim de ocorrência. Segundo ele, o irmão só sacou a arma depois de ser atingido por uma cadeirada. "Está tudo errado. Estou aguardando a perícia técnica que vai desmentir toda esta história. Qualquer pessoa lê este boletim de ocorrência e vê que tem algo errado. Deram uma cadeirada no meu irmão, antes de tudo começar", critica.
Ele diz que morava com o irmão em uma casa próxima da lanchonete e os clientes estacionavam na frente da garagem do imóvel. "Meu único irmão. Ele foi assassinado. É bem difícil. Só quero a verdade, vou esperar o laudo para mostrar para todo mundo. A verdade vai vir à tona", diz.
Depois de ser periciado no IML de Rio Preto, o corpo de Eduardo foi enviado para sepultamento em Cachoeira do Itapemirim, no Espírito Santo.
Segundo o delegado coordenador da DIG, Fernando Tedde, a apuração ficará a cargo do delegado Wander Solgon, que começou a ouvir nesta terça-feira, 6, as testemunhas do caso.
O porta-voz da PM, capitão Rafael Henrique Helena, afirma que a corporação irá averiguar a conduta de Fragoso para fins administrativos, mas ele não será afastado das funções.
Todas as armas do policial e do perito foram enviadas ao Instituto de Criminalística de Rio Preto para verificar quantos tiros foram disparados.
(* Com informações do Diário da Região)

Eduardo Teixeira Moreno trabalhava como perito na região de Fernandópolis