Diário de Votuporanga
Uma menina de 2 anos está internada na Santa Casa de Araçatuba em tratamento para leishmaniose. A informação foi divulgada nesta sexta-feira (23) pela Vigilância Epidemiológica do município. Em 2018, são confirmados dois casos de leishmaniose em Araçatuba.
Segundo a nota, a paciente mora no bairro Umuarama e o caso é considerado “recidivo”, que é quando os sintomas da doença reaparecem após tratamento. A criança teve leishmaniose no final do ano passado.“Recebemos a noticação de uma paciente que teve leishmaniose em novembro de 2017, retornou com sintomas agora em fevereiro 2018, confirmado o diagnóstico”, informa a nota. A enfermeira responsável pela Vigilância Epidemiológica de Araçatuba, Priscila Cestaro, explica que o reaparecimento dos sintomas depende do organismo do paciente, que deve ser observado por seis meses após o tratamento. “Se após esse período a paciente estiver estável, é considerada cura clínica, conforme o manual do Ministério da Saúde”, esclarece.
BLOQUEIO
Com o reaparecimento dos sintomas na criança, agentes da Vigilância Epidemiológica estão realizando ação de bloqueio e manejo da doença nas imediações da residência da paciente.A assessoria de imprensa da Santa Casa informa que a criança foi internada em dezembro do ano passado, devido aos exames confirmaremq ue ela contraiu leishmaniose. “Ela recebeu alta no final daquele mês, estava em acompanhamento ambulatorial e voltou a ter febre no início de fevereiro. Foi internada dia 19, com confirmação de recidiva”, informa ohospital. De acordo com a Santa Casa, o quadro clínico da paciente é estável e não há previsão de alta.
CHIKUNGUNYA
Além dessa paciente com leishmaniose, a Secretaria Municipal de Saúde informou que foi conrmado o primeiro caso dechikungunya de 2018 em Araçatuba. A paciente é uma mulher de 27 anos, que mora no bairro Vila Mendonça. Segundo a Prefeitura, a paciente não está internada e o estado de saúde dela é considerado estável. A chikungunya é transmitida pelo mosquito da Aedes aegypti, que é o transmissor da dengue e do zika vírus, que ainda não tem nenhum caso conrfimado na cidade.C om relação à dengue, foi confirmado mais um caso positivo da doença em 15 de fevereiro. Quem contraiu a doença foium homem de 74 anos. Com isso, são seis casos positivos na cidade este ano. As outras cinco pessoas que tiveram dengue são mulheres.
Confirmado caso de chikungunya em Araçatuba
A Secretaria de Saúde Araçatuba divulgou na nesta sexta-feira o primeiro caso de chikungunya de 2018. A paciente é uma mulher de 27 anos, moradora do bairro Vila Mendonça. A prefeitura ainda não informou o estado de saúde dela. A vigilância sanitária realiza arrastões por bairros da cidade que tiveram um índice alto no Levantamento Rápido do Índice de Infestação por Aedes aegypti (Liraa), já que o principal meio de combate à doença é evitar os focos do mosquito, que também transmite a dengue, a febre amarela e a zika.
Doença
A febre chikungunya provocou 123 mortes no Brasil em 2017, 18 a mais que a dengue. A doença provoca febre, dores nas articulações e pode causar até um novo tipo de reumatismo. Existem quadros sem dor, dor leve, moderada e grave.
Em 50% dos casos, elas se tornam crônicas.Esse novo tipo de reumatismo é semelhante à artrite, cuja causa é a inflamação nas articulações e a infecção dos nervos,que leva à sensação de dormência.
Além disso, ocorre inchaço porque o vírus também invade o sistema linfático.Os mais acometidos pelos quadros crônicos e dolorosos são mulheres com doença aguda por mais de dez dias ou commais de três semanas de dores articulares, pessoas que já tenham problemas articulares e diabetes.
http://www.diariodevotuporanga.com.br/2018/02/24/menina-de-2-anos-e-internada-com-leishmaniose/