Walter Duarte

Em nota enviada à imprensa nesta quarta-feira, dia 25, a diretoria da Santa Casa de Fernandópolis afirmou que aceita a realização de uma auditoria em suas contas desde que “a entidade que a considerar prioritária” providencie os recursos necessários para “cobrir os altos custos inerentes”.
Segundo o comunicado, emitido dois dias após a reunião dos conselheiros da instituição com representantes da APM (Associação Paulista de Medicina), o provedor Edilberto Sartim não a considera uma prioridade. “Estamos satisfeitos com nosso levantamento e nossa prioridade neste momento é apagar o incêndio”, afirmou.
“Estamos confiantes nos levantamentos que realizamos e que nos possibilitou formular o diagnóstico e as ações a serem tomadas. Não foi, e não é, nosso objetivo apontar culpados ou ‘caçar bruxas’, sendo que jamais agimos nesse sentido. Nosso compromisso é com a restruturação administrativa e financeira do hospital, buscando orçamento equilibrado e assistência de qualidade. Esse é nosso compromisso com a comunidade que servimos e para isso, contamos com o suporte e apoio de nossos parceiros, notadamente do corpo clínico”, garantiu Sartin.
Uma auditoria externa e independente no hospital foi solicitada há duas semanas pelo deputado estadual Gilmar Gimenes (PP) como condição para qualquer iniciativa de apoio à entidade. Na segunda-feira, a APM reforçou o pedido e acrescentou que um administrador hospitalar experiente e sem vínculos com a provedoria deveria ser contratado para administrar a unidade.
Na nota, a diretoria da Santa Casa afirma que a contratação de um profissional nos moldes sugeridos pela APM já está em seus planos.