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'Não exijas dos outros qualidades que ainda não possuam'

'Não exijas dos outros qualidades que ainda não possuam'

Publicada há 7 anos


"Não exijas dos outros qualidades que ainda não possuam".

Chico Xavier


MINUTINHO:

O Físico Stephen Hawking

Sua história é a prova de que, apesar de todas as dificuldades, jamais devemos deixar de lutar. Falamos do físico Stephen Hawking, falecido na última quarta-feira, 14, um exemplo de determinação por resistir por muitos anos à esclerose lateral amiotrófica. Um dos cientistas mais importantes do mundo, senão o maior deles, ocupava o cargo de professor lucasiano emérito na Universidade de Cambridge, vaga que também já foi de Isaac Newton. Só por esse fato já podemos entender a grandiosidade desse homem. Mas para chegar a esse lugar, foram necessários muitos esforços e sacrifícios.

A história desse cientista merece ser contada não somente porque reflete a construção de uma das maiores mentes do mundo, mas também por toda a superação que ela representa. Hawking nasceu em 8 de janeiro de 1942 em Oxford, na Inglaterra. Quando fez 8 anos de idade, se mudou para St. Albans, cidade localizada a cerca de 30 km de Londres, capital do país. Quando chegou o momento de Hawking escolher qual seria sua graduação, optou por matemática, ao contrário da medicina, que seu pai tanto queria. Mas acabou se formando em física, em Cambridge.

Foi durante os seus primeiros anos em Cambridge que Hawking foi diagnosticado com Esclerose Lateral Amiotrófica (ELA). Essa é uma grave doença degenerativa, o que significa que lentamente ele foi perdendo a função dos músculos. Primeiro foram as pernas, depois os braços e após o pescoço. Por isso, sua mobilidade foi bastante limitada. Depois de contrair pneumonia, ele passou por uma traqueostomia e desde então passou a se comunicar por um sintetizador de voz. Porém sua capacidade intelectual sempre permaneceu intacta.

O que torna Stephen Hawking um homem excepcional é o fato de que o diagnóstico não o impediu de continuar trabalhando e desenvolvendo suas teorias. Sua contribuição para a comunidade científica foi tamanha, que a Intel desenvolveu métodos para que ele pudesse se comunicar com menos dificuldade. Infelizmente, esse sistema era controlado pela musculatura da bochecha e essa habilidade foi perdida diariamente.

Mas para impedir que o físico passe a sofrer de síndrome do aprisionamento, diversas empresas de tecnologia se uniram para desenvolver uma solução especialmente para ele. Esse é um avanço que beneficia a comunidade científica, mas principalmente todos os outros pacientes de ELA no mundo.

Stephen Hawking foi um físico especializado em cosmologia teórica e gravidade quântica. Ao longo de sua vida, escreveu inúmeros livros que definitivamente contribuíram para o avanço das discussões sobre singularidades no espaço-tempo. Essa é uma evolução do raciocínio de Einstein sobre a relatividade.



Ele não apenas contribuiu com teorias que avançam o conhecimento humano sobre o espaço, mas também tornou a ciência possível e entendível para pessoas fora do seu espectro. Diagnosticado com ELA, ele chamou atenção para essa condição. Graças a ele, diversas empresas se uniram para propor soluções que melhorem a qualidade de vida de diversos outros pacientes no mundo.

Hawking nasceu em 8 de janeiro de 1942, exatamente 300 anos após a morte de Galileu, e morreu na mesma data do nascimento de Albert Einstein (14 de março de 1879).

Clarius - Compilações.



CRÔNICA

A Justiça (mudou?)

Conta uma antiga lenda que, na Idade Média, um homem muito bom e religioso foi injustamente acusado de ter assassinado uma mulher.  

 Na verdade, o autor era pessoa influente do reino e, por isso, desde o primeiro momento procurou-se um “bode expiatório” para acobertar o verdadeiro assassino. E todos sabiam.

O homem foi levado a julgamento e o resultado foi a condenação à forca. Ele tinha consciência que tudo seria feito para condená-lo e que teria poucas chances de sair vivo desta historia.

O juiz, que também estava combinado para levar o pobre homem à morte, simulou um julgamento justo, fazendo, ao final, uma proposta ao acusado que provasse sua inocência.

Disse o magistrado:

- Sou de uma profunda religiosidade e por isso vou deixar sua sorte nas mãos do Senhor. Escreverei em um pedaço de papel a palavra inocente e noutro pedaço a palavra culpado. Você sorteará um dos papeis e aquele que sair será o veredicto. O Senhor decidira seu destino, determinou o julgador.

Sem que o acusado percebesse, o juiz separou os dois papeis, mas em ambos escreveu “culpado”, de maneira que, naquele instante, não existia nenhuma chance do acusado se livrar da forca.

Não havia saída. Não havia alternativa para o pobre homem.

O juiz colocou os dois papeis em uma mesa e mandou o acusado escolher um. O homem pensou alguns segundos e pressentindo a vibração, aproximou-se confiante da mesa, pegou um dos papeis e rapidamente colocou-o na boca e o engoliu.

Os presentes ao julgamento reagiram surpresos e indignados com a atitude do homem.

- Mas o que você fez? E agora? Como vamos saber qual o seu real veredicto?

- É muito fácil, respondeu o homem. Basta olhar o outro pedaço que sobrou e saberemos que acabei engolindo o seu contrário.

Mais que imediatamente o homem foi libertado.

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